A coleção de arte contemporânea de João Marinho

SELO_Colecionadores

260613bm013_590x392

João Marinho. Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Além de se dedicar ao mundo dos negócios, o empresário pernambucano, dono da Sundown Vitaminas, João Marinho, tem outra paixão. Ele é um dos maiores colecionadores de arte pernambucana contemporânea do estado. O gosto pelas artes começou cedo, aos 17 anos, quando morou na Inglaterra e aproveitou para conhecer museus nas visitas a outros países da Europa. Entre os que visitou, João destaca o Louvre, em Paris, como um dos mais ricos no que diz respeito ao acervo. Além das viagens, ter estudado na Escola Parque, uma instituição de ensino bem “liberal”, segundo ele, facilitou o desenvolvimento do gosto pelas artes plásticas.

260613bm029_590x392

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Com 18 anos, João Marinho comprou sua primeira peça do artista pernambucano Gil Vicente, que vendeu sob condições de pagamento bem especiais. Depois do pontapé, a aquisição de outras obras foi sendo cada vez mais frequente. Hoje, aos 47 anos, o empresário tem uma coleção tão grande que não consegue nem estimar a quantidade de obras, que se dividem em telas e esculturas.

João faz do seu apartamento uma grande galeria com obras de vários artistas de Pernambuco, a exemplo de Gil Vicente, Francisco Brennand, Renato Valle e Marcelo Silveira, de quem tem uma coleção composta por 50 obras. A maioria das peças, no entanto, não fica por lá. Apesar de a coleção ser de arte pernambucana contemporânea, há espaço, também, para artistas mais tradicionais, entre eles, Cícero Dias e Lula Cardoso.

260613bm032_590x392

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

As peças são trocadas de lugar com frequência, por isso a decoração nunca é a mesma na casa do empresário. Em cada cantinho do apartamento, tem alguma obra, inclusive no banheiro. São tantas peças que classificar uma como favorita não é tarefa fácil, mas João nutre um carinho todo especial por uma sequência de seis quadros de Gil Vicente, em cada um deles, um artista pernambucano aparece preso.

Os quadros de Gil Vicente no topo dos mais estimados. Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

joao_marinho_montagem

O quadro que Gil Vicente fez do empresário fica de frente para a escada – Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Outra peça que merece destaque é uma escultura em bronze de Brennand chamada Helena de Tróia. O artista fez em homenagem à filha, cujo nome é igual ao da mãe de João, Maria Helena. O empresário quis comprar, mas, de início, não pôde, pois era uma peça única. Depois de conversar com Maria Helena Brennand, ele ficou sabendo que o pai dela faria mais cinco esculturas, só assim teve a oportunidade de adquirir a peça que seria uma forma de homenagear a mãe, já falecida.

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

João Marinho não é adepto das vernissages, não costuma frequentar, mas, como muitos artistas já sabem do seu gosto, acabam ligando antes para que ele possa conferir as peças em primeira mão. Entre os quadros que embelezam a casa dele, está o que Gil Vicente produziu com sua imagem, fica localizado de frente para a escada do apartamento. Na área da piscina, ganham destaque obras de Brennand, um pássaro e um painel.

260613bm021_590x392

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

260613bm016_590x392

Crédito: Bruna Monteiro / DP / D.A Press

Author: admin

Share This Post On