Invenção brasileira na Copa do Mundo

selo de olho na copa

Juiz usa o spray

Juiz usa o spray

Tem toque brasileiro uma das duas grandes novidades na arbitragem da Copa do Mundo. A primeira é o recurso que mostra ao juiz quando a bola ultrapassou a marca de gol. O segundo é o spray para marcar o local onde a barreira deve ficar, nas cobranças de falta. Entre tantos desafios em uma partida de futebol, manter a barreira a nove metros e quinze centímetros do local da cobrança de falta sempre foi um problema para os árbitros. Fixar os jogadores na posição exata, sem algo que demarcasse o local, era quase impossível. E isso, muitas vezes, facilitou o adiantamento da barreira gerando reclamações da equipe adversária.Para tentar eliminar esse problema, em 2000 foi criado um spray inspirado em espuma de barbear. O produto é feito a partir de uma composição simples: espuma volátil biodegradável e pode durar por até um minuto sobre a grama. Um ano depois, a invenção passou a ser usada por árbitros da CBF.

Heine Allemagne, o criador do spray/Arquivo pessoal

Heine Allemagne, o criador do spray/Arquivo pessoal

 

Registrado como Spuni, o spray foi criado por um morador de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. “Eu estava assistindo a um jogo, quando o narrador falou sobre esse problema da barreira. Pensei em algo provisório e que fizesse uma linha reta. Então, lembrei da espuma de barbear, fiz o teste e deu certo. Mas pensei que não me dariam muita anteção – relembrou o inventor Heine Allemagne.
Em 2008, foi a vez da Conmenbol aprovar o uso do equipamento. E no dia três de março, após 12 anos, a invenção foi aprovada pela FIFA e pela International Football Association Board (IFAB), órgão que regulariza as regras do futebol. A aprovação permitiu que as federações de todo o mundo passem a usar o spray .

 

Author: João Alberto

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