“Minhas fontes são dos meus maiores patrimônios”, diz João Alberto

selo festa joao alberto

João Alberto - Crédito: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

João Alberto – Crédito: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Com mais de 45 anos dedicados ao jornalismo, João Alberto é um daqueles profissionais que acompanhou de perto as revoluções da comunicação. Tanto que hoje é um dos poucos jornalistas multimídias do estado: assina uma coluna diária no jornal impresso, é autor do Blog que leva o seu nome, comanda o programa de rádio João Alberto Informal na Rádio Globo, conta com um quadro no telejornal “PE no Ar” da TV Clube e é dono de perfis no Instagram, Facebook e Twitter que contabilizam, juntos, mais de 50 mil seguidores. No dia em que lança a 32ª edição do seu livro Sociedade Pernambucana, ele fala sobre temas que lida no seu dia a dia: política, cultura e jornalismo. Confira:

As perdas de 2014:
O estado terminou o ano mais pobre, com perdas importantes para a nossa política, como a de Eduardo Campos e Sérgio Guerra e para a cultura: como Dominguinhos, Ariano Suassuna e Abelardo da Hora. Muitos destes com quem tive a honra de conviver e acompanhar de perto o trabalho que eles desenvolveram.

 João Alberto e Eduardo Campos - Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

João Alberto e Eduardo Campos – Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Processo eleitoral do ano:
Acho que foi um horror! Em vez de propostas, assistimos a um verdadeiro tiroteio, com ofensas dos dois lados, inclusive, o que é mais lamentável: entrando na vida pessoal dos adversários.

O Recife de hoje:
Mudou radicalmente. Os clubes sociais acabaram, os restaurantes e casas de festas se multiplicaram. O Recife vem crescendo em todos os setores, pena que tenha um trânsito tão complicado.

Pernambuco dos sonhos:
Continuaria no ritmo de progresso dos anos recentes, mas com saúde melhor, mais segurança, educação de melhor nível. Aliás, acho que sem uma boa educação, nenhum país pode se desenvolver.

O colunismo social hoje:
Virou, como eu costumo dizer, um jornal dentro do outro. Deixou de ter apenas o registro de eventos sociais, festas, fofocas. Hoje, o importante para uma coluna é trazer boa informação de todos os setores.

Crédito: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Crédito: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Modernidade:
É uma coisa engraçada. Eu fui o primeiro jornalista pernambucano a trabalhar com computador, um dos primeiros modelos lançados no Brasil, que até funcionava direitinho. Claro que sem os recursos de hoje. E atualmente, sou,
acredito, o único jornalista multimídia: tenho coluna diária, um blog, um quadro na televisão e um programa de rádio. Não é fácil, mas reconheço que esta é uma tendência do jornalismo atualmente.

Redes sociais:
Não é mais o futuro, é a realidade. Posso confirmar pela repercussão do blog. Cada vez, por exemplo, que ando por um shopping, encontro pessoas, de várias idades, dizendo que são leitoras do blog e nos acompanha pelo Twitter,
Facebook e Instagram.

Boa fonte:
Aquela que você confia e que confia em você. É dos meus maiores patrimônios. Tenho, realmente, uma excelente rede de informantes.

Furo jornalístico:
Foram muitos e muitos, graças a Deus. Aliás, trabalho para ter pelo menos um furo por dia, às vezes mais. Porém, lembro de um dos primeiros, quando eu estava começando: a vinda da Rainha Elizabeth II a Pernambuco. Recordo que consegui a informação com Paulo Fernando Craveiro, que na época era o chefe da Casa Civil do governador Nilo Coelho.

Alguém admirável:
Sem dúvida, o Papa Francisco. Humilde, mas extremamente corajoso, vem revolucionando a Igreja Católica.

Ritmo de trabalho:
Muita gente pensa que o cronista social vive de festas e badalações. A realidade é bem diferente, tem que trabalhar e muito. Eu, por exemplo, acordo todos os dias às 4h para começar o trabalho. Não é fácil encontrar alguém com tanta disposição, mas a grande razão é que eu gosto muito do que faço e isso não traz estresse. Eu só consigo desligar quando viajo. Aí sim, uma das minhas maiores paixões: adoro viajar.

Author: Tatiana Sotero

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