A força feminina na Alemanha

executiva

A partir de 2016, mulheres devem ocupar 30% dos conselhos administrativos das companhias cotadas na Bolsa da Alemanha. O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) aprovou por grande maioria ontem uma cota mínima de 30% de mulheres nos conselhos administrativos de grandes empresas alemãs.

A medida deve entrar em vigor no ano que vem, afetando 108 empresas com mais de 2 mil funcionários, cotadas na Bolsa de Valores e com regime de gestão participativa. Deputados dos partidos da coalizão de governo – União Democrata Cristã (CDU)/União Social Cristã (CSU) e Partido Social-Democrata (SPD) – votaram a favor do projeto de lei do governo, enquanto verdes e esquerdistas se abstiveram.

O projeto da ministra alemã da Família, Manuela Schwesig, e do ministro da Justiça, Heiko Maas, prevê ainda que, até setembro deste ano, outras 3,5 mil empresas de médio porte estabeleçam metas próprias para a participação de mulheres em suas diretorias e conselhos administrativos. A lei prevê ainda regras para a cota de mulheres nos serviços públicos federais da Alemanha.

A medida é bastante controversa, pois, pela primeira vez no país, a velha exigência por uma maior participação de mulheres em posições de liderança se torna vinculativa: caso empregadores não destinem um terço das vagas nos conselhos administrativos a mulheres, esses assentos devem permanecer vazios.

Author: João Alberto

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