Os detalhes do Fashion Cruise

Por Thayse Boldrini
A repórter viajou a convite da Chilli Beans

Crédito: Thayse Boldrini/DP/D.A Press

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Moda, música e arte. Todas as vertentes juntas em um cruzeiro com cerca de 3 mil pessoas em alto mar, cada uma com seu jeito e estilo bem diferente. Nos corredores do navio se vê de tudo: cabelo colorido, tatuagens curiosas e looks montados totalmente fora do convencional. Essas são as características da maioria, perfil visto com frequência nas lojas da Chilli Beans, que se misturam com convidados que vieram da Colômbia, Espanha, Emirados, Estados Unidos e Portugal.

Walério Araújo. Crédito: Thayse Boldrini/DP/D.A Press

Walério Araújo.
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Caio Braz. Crédito: Thayse Boldrini/DP/D.A Press

Caio Braz.
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O Fashion Cruise, sem dúvidas, é um dos maiores encontros da moda brasileira em alto mar. De acordo com Caito Maia, presidente da Chilli Beans, a marca fez sua primeira convenção em um cruzeiro há 4 anos num navio muito menor que o Costa Favolosa, no qual embarcamos e que possui dez andares, todos com espaços bastante luxuosos. Durante o dia, desfiles e workshops acontecem em salas diferentes enquanto muitos se divertem na piscina. Na tarde,  as pool parties agitam os descolados. À noite, as baladas são sempre agitadíssimas com DJs da famosa casa paulistana D-Edge.  Todas as refeições são inclusas para todos, com direito a menu desenvolvido exclusivamente para o Fashion Cruise, com exceção de bebida alcoólica. Nas festas, por exemplo, um balde com quatro cervejas (sendo dois selos diferentes, com opções de lata e long neck) sai em torno de 12 dólares.

Crédito: Thayse Boldrini/DP/D.A Press

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Durante um bate-papo, Caito se mostrou bastante empolgado com toda a convenção e acabou revelando alguns números relacionados à marca. Fato curioso é que somente neste ano vão abrir 90 novas lojas,  70 nos interiores do Brasil, sendo ressaltado o comportamento e fidelização desses consumidores como uma das melhores estratégias da empresa. Os modelos, claro, são estudados a fundo antes de chegarem a esses locais. Por semana, são lançados 10 modelos de óculos escuros. Até hoje, o produto de óculos mais vendido é um óculos de ouro assinado por Alexandre Hercovitch que custa 300 reais. Outro ponto tocado foi a expansão internacional, mercado instigante para o empresário. “Meu preço médio é 72 dólares, enquanto uma das concorrentes como a  Rayban comercializa por 162 dólares. Eu sou a única monomarca de óculos do mundo. É um grande aprendizado expandir mundialmente. A Chilli Beans terá 350 lojas internacionais nos próximos 4 anos e já tem 60”, contou o empresário.

Crédito: Thayse Boldrini/DP/D.A Press

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Sobre Caito Maia

“Eu não deixo meus designers irem para as principais feiras de lançamentos de óculos em Milão e Paris para eles não se contaminarem”. A revelação feita por Caito Maia causou o maior burburinho durante o bate-papo. Ele mantém as raízes criativas de quando começou, literalmente do zero. Em 1997, Caito era um roqueiro sem muitas perspectivas. Já que a banda que comandava não emplacava de jeito nenhum resolveu ganhar a vida vendendo óculos escuros comprados nos Estados Unidos. Os amigos adoravam quando ele abria as malas repletas de modelos que eram vendidos por cerca de R$50. Foi quando deu certo, ele abandonou a banda e resolveu desenhar óculos que eram importados para a China. Em 2000, abriu o primeiro quiosque em São Paulo, e hoje, comanda uma rede com mais de 500 lojas. Em Pernambuco, são 22 unidades da marca.

Author: Beatriz Pires

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