“Mãe é aquela que cria e dá amor”, diz Piedade Buarque

“Eu sou muito católica e acredito que ele foi um presente de Deus para a minha vida”, assim a advogada Piedade Buarque descreve o filho Pedro, de 12 anos. “Antes de ganhá-lo, eu tinha perdido dois bebês. Quando me ligaram falando sobre ele, fiquei apreensiva, tive medo, mas deixei meu coração falar mais alto e fui buscar o meu filho”, lembrou. Pedro foi adotado com apenas dois dias de vida. Quando chegou a sua nova casa não tinha muita coisa, já que sua chegada foi uma grande surpresa para a mãe. Mas ali encontrou o principal: um lar e todo o amor do mundo.

Credito: João Velozo/ DP/ D. A Press.

Credito: João Velozo/ DP/ D. A Press.

Piedade afirma que se entregou ao papel de mãe inteiramente. Como adotou Pedro muito novinho, ela se dedicou em tempo integral para curtir o seu bebê. “Eu passei pelas fases de mãe de primeira viagem, sabe? Eu me dei uma licença maternidade para cuidar dele. Passei por todos os medos que uma mãe pela primeira vez tem, afinal, ele era tão pequenininho”, falou. Eu tive muita ajuda da minha mãe e de uma prima. Elas me deram muita força e me ajudaram em tudo. Essa minha prima foi quem saiu pra comprar o berço, fralda, roupinha… No início, eu não sabia direito o que fazer, mas o fato de estar junto com ele, nos meus braços, me dava uma coragem, sabe? Finalmente, eu tinha o meu filho!”, complementou Piedade.

Créditos: Acervo Pessoal

Créditos: Acervo Pessoal

O companheirismo entre mãe e filho foi colocado em pauta várias vezes durante a nossa conversa. Os dois, na verdade, são inseparáveis. “Eu sou mãe solteira e tenho ele como um grande companheiro, como meu melhor amigo. Ele me acompanha em tudo, quer sempre estar por perto e se fazer presente, até mesmo quando eu vou sair com meus amigos mais velhos ele me acompanha. É um menino de ouro, não poderia querer outro filho”, afirmou.

Créditos: Acervo Pessoal

Créditos: Acervo Pessoal

Piedade criou Pedro sempre contando a verdade sobre sua adoção. Achou que desta forma manteria uma boa relação com ele. “Ele tem uma mente muito aberta, sabe? É um menino incrível e lida com isso muito bem”, disse. No inicio, ela recorda, era difícil quando chegava o Dia dos Pais da escola. “Mas eu sempre disse a ele: eu sou o seu papai e você é o meu, vamos curtir esse dia juntos e nós realmente curtimos tudo juntos. Somos inseparáveis”, comemora a advogada durante um abraço em seu filho.

Credito: João Velozo/ DP/ D. A Press.

Credito: João Velozo/ DP/ D. A Press.

Entre carinhos e brincadeiras, Piedade deixou claro que Pedro é o grande presente da sua vida e que a maternidade foi uma das melhores coisas que lhe aconteceu. Durante a nossa conversa, várias vezes a frase “mãe é quem cria” foi citada e é uma grande verdade. Piedade não carregou Pedro em seu ventre, mas o recebeu com a vida e o coração abertos, assumindo o papel mais importante da sua vida: o de ser mãe.

Autor:: Taís Machado

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