Saulo: “Agora com a carreira solo eu tenho essa possibilidade de me comunicar com mais coisas de forma musical e honesta”

O baiano mais amado do Brasil vai apresentar nesta sexta-feira, para os fãs pernambucanos, o show do seu novo disco, intitulado Baiuno. Saulo está em Recife desde a última quinta-feira, onde fez um pocket show para 185 fãs no Teatro Eva Herz, e onde bateu um papo com a equipe do Blog João Alberto. Sempre atencioso, Saulo conversou sobre o novo disco, sobre sua ida para a África e sobre a relação com os fãs pernambucanos. Fãs esses que são bem sortudos, o cantor, que iria atender apenas os fãs que assistiram ao pocket show, resolveu que ia ver todos que estivessem esperando por ele. O que aconteceu? Cerca de 400 fãs conseguiram dar um abraço, trocar umas palavras e tirar fotos com ele. Confira a entrevista com Saulo:

Saulo Fernandes Créditos: Divulgação

Saulo Fernandes
Créditos: Divulgação

1-Baiuno foi seu segundo disco solo, como que você avalia esse trabalho?
É o segundo, mas considero o primeiro. Porque o “Saulo ao Vivo” ainda era uma transição, muitas músicas de outros trabalhos, nesse são treze inéditas, mais cuidado, pensado, um certo tempo maior pra isso, os textos me representando mesmo e falando o que eu queria dizer.

2- Pra você, o que significa o termo “Baiuno”?
Baiuno veio de um documentário que assisti do Doces Bárbaros onde dizia que o pessoal do jornal O Pasquim chamavam os caras de Bárbaros Baiunos. Achei a palavra linda e usei pela primeira vez em Sertanejo, canção que gravei com Ray Lema no ano passado. E decidi que seria o nome do disco. Num segundo momento, os textos falavam muito de criança, em várias canções, então entendi que Baiuno era a criança pura, única, especial por natureza, que ainda não viu o lado feio da vida. Baiuno é a criança dentro da gente que se perdeu em algum momento.

Saulo Fernandes Créditos: Divulgação

Saulo Fernandes
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3- Você considera que mudou alguma coisa no seu estilo de fazer música depois que começou a carreira solo?

Eu não sinto uma mudança drástica, sinto uma abrangência do som. Sinto que agora a gente começa a se comunicar mais livremente com outros sons, outros músicos, outras pessoas e estilos. Agora com a carreira solo eu tenho essa possibilidade de me comunicar com mais coisas de forma musical e honesta. No Baiuno tenho convidados maravilhosos que conseguem traduzir essa abrangência.

4- Como que você se prepara para subir no palco? Tem algum tipo de ritual?
Ritual mesmo não, mas tem o lance de respirar mais fundo e tal.

Créditos: Divulgação

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5- Em recente entrevista você afirmou que vai passar um tempo na África, como que será essa viagem? Em que época do ano? Quanto tempo pretende ficar lá?
Não tenho nada definido, mas vou. Preciso ir, tenho muitas coisas a fazer por lá, sobretudo de gratidão por essa fonte que jorra o tempo inteiro pra gente.

6- Você se apresenta bastante aqui em Recife, tem alguma coisa na cidade que você gosta de fazer, algum lugar que gosta de visitar, comida típica favorita?
Recife é cultura por todos os lados. Tive a honra de participar esse ano do Carnaval, recebi o convite da Nena Queiroga pra vir e fiquei super feliz. A coisa mais linda! Tudo muito grandioso! E aqui tem bolo de rolo, delícia!

Saulo Crédito: TV Globo/Divulgação

Saulo Crédito: TV Globo/Divulgação

7- Ainda sobre Recife, como que é a sua relação com os fãs daqui?
Cumplicidade total! A galera gosta do som e respeita, o Nordeste se reconhece.

8- O que os fãs podem esperar do show no Baile Perfumado?
Esse é o segundo show da Turnê Baiuno que teve a estreia em Brasília. Fizemos tudo com o maior amor do mundo, cada pedaço desse show foi pensado com muito carinho para mostrar as músicas novas e depois, vamos fazer a festa juntos com as canções que todo mundo gosta e conhece.

Autor:: Taís Machado

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