Amor de avô: a multiplicação do carinho com os netos

Na casa do pediatra Marcello Pontual, de 73 anos, domingo é o dia da família. Casado com Iracema há 47 anos, os dois abrem as portas do seu apartamento toda manhã de domingo para receber os filhos, as noras e os netos. Como amor de avô é o dobro do amor de pai, os netos são a paixão da vida do vovô Marcello. Dos três filhos, ganhou de presente seis netos. É avô de Arthur, de 17 anos; Beatriz, 12; Henrique e Marcelo, 8; Maria Cláudia, 6; e da caçulinha Júlia, de apenas 4 anos.

Marcello com os seis netos. Crédito: Arquivo Pessoal

Marcello com os seis netos.
Crédito: Arquivo Pessoal

O almoço do domingo é o tempo que têm de se encontrar e curtir o tempo juntos, mas o avô lamenta que nem tudo são flores. “Adoro saber que vou encontrar meus netos no domingo, mas, hoje em dia, está complicado. Assim que chegam, eles falam um pouquinho comigo, me dão um beijo e se mandam para ficar no celular. Como se não fosse o bastante, ainda tem os tablets, os computadores e os videogames”, reclama em meio a sorrisos.

Marcello e o neto Arthur, de 17 anos. Crédito: Arquivo Pessoal

Marcello e o neto Arthur, de 17 anos.
Crédito: Arquivo Pessoal

“Acho neto uma coisa excelente. Muito melhor do que filho”, se derrete quando perguntado sobre seus descendentes. Ele que, quando criança teve um relacionamento muito próximo com seu avô materno, diz que não vê pontos negativos em ser avô. “A melhor parte é justamente a afetividade que você tem com os netos. Então você aproveita muito mais do que quando é jovem”, diz, completando que se considera mais sentimental nesta fase da vida.

Marcello e a neta Beatriz, de 12 anos. Crédito: Arquivo Pessoal

Marcello e a neta Beatriz, de 12 anos.
Crédito: Arquivo Pessoal

Sobre o ditado “avô é pai duas vezes”, Marcelo discorda. Para ele, há diferenças fundamentais entre ser pai e avô e os dois papéis não devem ser confundidos. “Não dá para misturar. O relacionamento que você tem com um filho é diferente do que você tem com o neto. Como pai, temos responsabilidade direta na educação dos filhos. Já como avô, você está mais para brincar e se distrair”, explica deixando claro que, uma vez ou outra, repreende os pequenos quando se comportam mal.

Marcello e a neta Maria Cláudia, de 6 anos. Crédito: Arquivo Pessoal

Marcello e a neta Maria Cláudia, de 6 anos.
Crédito: Arquivo Pessoal

“A avó é mais coração mole, contorna as coisas. Já eu sou um pouco mais rígido e, evidentemente, uma vez ou outra, dou ‘pitaco’ na educação deles”, comenta. “Meus netos são a minha felicidade. É uma delícia meu relacionamento com eles, principalmente os menorzinhos. É uma coisa excelente a convivência de um avô com um neto”, conclui a entrevista já com vários porta-retratos na mão para exibir, com orgulho, os seus pequenos.

Marcello e os filhos Gilberto, Sílvio e Cláudio. Crédito: Arquivo Pessoal

Marcello e os filhos Gilberto, Sílvio e Cláudio.
Crédito: Arquivo Pessoal

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Author: Beatriz Pires

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