O livro de Lydia Barros

Lydia Barros/Trago Boa Notícia/Divulgação

Lydia Barros/Trago Boa Notícia/Divulgação

 

A cena musical contemporânea de Belém do Pará foi tema da tese de doutorado da nossa colega Lydia Barros, que fez um livro baseado nas suas pesquisas, O tecnobrega no contexto do novo paradigma de legitimação musical, que ela lança hoje, às 19h, na Livraria Saraiva do RioMar.

Lydia Barros elencou quatro pontos que transformaram o tecnobrega em fenômeno da música nacional

1. A facilidade de acesso a aparelhos eletrônicos para a captação de imagens, além da democratização proporcionada pela internet na divulgação, horizontalizam a produção e o consumo da música. Os arranjos eletrônicos dão origem ao prefixo tecno.

2. A difusão do tecnobrega deve-se, grande parte, ao comércio informal dos discos produzidos em estúdios caseiros. Carrinhos de CDs piratas tornam a produção mais acessível, além de propagarem os hits.

3. As festas de aparelhagem, populares no Pará, reúnem multidões e, com megaestrutura, promovem os artistas locais ao nível de pop stars. Telões de led, equipamento potente de som e estruturas gigantescas movem o mercado local. Hoje, as festas não ocorrem apenas nas periferias.

4. Os hits são produzidos com agilidade pelos artistas do tecnobrega, às vezes sob encomenda dos produtores. Arranjos eletrônicos também são testados. Seguindo a dinâmica, os hits “estouram” e logo são sufocados por novas músicas. Isso torna o mercado competitivo, fugaz. O fenômeno se desenvolve com maior agilidade.

 

Autor:: João Alberto

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