Cortes do governo federal são apenas simbólicos

Imagem ilustrativa Crédito: sxc.hu/Divulgação

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Atendendo a pressões de políticos e da opinião pública, a presidente Dilma Rousseff anunciou que vai cortar dez de seus 39 ministérios até final de setembro. Embora a medida tenha o valor simbólico de demonstrar que o governo está “cortando na própria carne”, não produzirá impacto relevante no sentido de melhorar as contas públicas e viabilizar um ajuste fiscal mais robusto, afirmam economistas ouvidos pela BBC Brasil.

Isso acontece porque a grande maioria dos gastos do governo está concentrada em poucos ministérios, principalmente na área social. Boa parte são despesas obrigatórias – com saúde, educação, aposentadorias – que não podem ser reduzidas com uma mera canetada.

“Na prática, o que é isso perto do que o governo gasta com juros, perto de outras despesas que não podem ser cortadas? É mais simbólico, mas um simbolismo que ajuda, ainda mais num momento em que o governo está pedindo sacrifícios continuamente à população, aos empresários. E pode até aumentar a carga tributária no ano que vem”, avalia Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e hoje chefe da divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio.Para o economista, o esforço do governo pode servir de argumento contra a aprovação de leis, no Congresso, que aumentem os gastos públicos.

Autor:: João Alberto

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