Gominho conta como ficou famoso, sua rotina, vibes e tal

Gominho - Crédito: hugogloss.com.br/Divulgação

Gominho – Crédito: hugogloss.com.br/Divulgação

De vendedor de salgados à fama. Este é um resumo bem breve da carreira de Vinicius Gomes da Costa, de 26 anos, que ficou conhecido como Gominho, nas redes sociais, com seu jeito engraçado e cheio de humor. O rapaz de pouca estatura, com cabelo excêntrico, morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro, trabalhava como balconista numa cantina de escola e nem sonhava que um dia poderia virar apresentador de um programa em rede nacional ou até mesmo que iria morar na casa de Preta Gil, participar de um reality show e ser amigo de tantas celebridades do circuito da fama.

Crédito: Reprodução A Fazenda

Crédito: Reprodução A Fazenda

Gominho só estudou até o segundo grau escolar, não tem formação acadêmica, mas já passou por uma grande emissora de televisão, a convite de Adriane Galisteu. Além disso, desde ontem, assumiu um novo desafio: estreia no programa de rádio De Cara, com o colunista Leo Dias, às 20h, na rádio FM O Dia, sintonizada no Rio de Janeiro. Também estará disponível através do site www.fmodia.com.br.

Crédito:Divulgação/afazenda.r7.com

Crédito:Divulgação/afazenda.r7.com

É raro Gominho tirar o sorriso do rosto. Quem o acompanha nas redes sociais sabe que ele é daqueles que sempre está de bom humor, pronto para um novo desafio e cheio de histórias engraçadas para contar no seu Snapchat (quizila), que acumula 70 mil visualizações por vídeo. Esta rede, inclusive, é uma das formas que lhe deixou ainda mais próximo dos fãs e admiradores do seu trabalho. Quem nunca escutou o bordão Vibes e tal, broders?. Já virou a sua marca registrada. No Instagram, ele também bomba. Acumula uma legião de 776 mil admiradores. De passagem pelo Recife, o Blog João Alberto registrou o quão ele é querido e bastante assediado por onde passa: todo mundo quer gravar um snap com Gominho ou tirar uma foto com o “brother” da Preta Gil. Confira a entrevista exclusiva que ele concedeu para a gente:

Crédito: Reprodução do Instagram

Crédito: Reprodução do Instagram

Como a fama chegou pra você?
Eu comecei a ficar famoso depois que conheci a Adriane Galisteu no Twitter.  Ela gostou da palhaçada que eu fiz com ela e começou a me seguir. Do nada, ela me chamou para fazer um teste para seu programa na Band, o extinto Muito Mais, exibido em 2012. Eu passei, me mudei para São Paulo e o programa começou. Foi tudo muito rápido”.

Foi a própria Adriane que bancou a sua contratação? Por quê?
Foi. Porque como eu não tinha faculdade, eu não tinha experiência nenhuma com televisão, o diretor não queria, mas Adriane foi, bateu o pé e disse que me queria. Por isso que eu sou extremamente grato a ela pro resto da minha vida, porque minha vida mudou graças a Deus e a ela. Claro, porque Deus a usou.

Como surgiu o apelido Gominho?
Meu sobrenome é Gomes, e no programa ela falou ‘Gominho’ e aí virou Gominho pra lá, Gominho pra cá, e hoje em dia eu nem lembro que meu nome é Vinicius, você acredita?!.

Adriane Galisteu  foi a primeira pessoa que acreditou no talento de Gominho - Crédito: Leo Franco/Divulgação

Adriane Galisteu foi a primeira pessoa que acreditou no talento de Gominho – Crédito: Leo Franco/Divulgação

Como conheceu a Preta Gil?
Conheci a Preta antes disso tudo (conforme citado acima) acontecer. Eu tava num show dela, dançando na minha, e do nada ela falou: “Menino, vem cá dançar”. Eu subi no palco, dancei, e ela falou ‘volta semana que vem pra dançar’. Me deu o convite e eu fui. Depois disso, ia para os shows e fui ficando mais próximo. Quando surgiu o convite da Adriane, eu contei pra Preta, que deu boas referências.

E o convite para A Fazenda? Por quais motivos você aceitou fazer parte do reality show e como você define a experiência?
Eu tava na minha, contratado da Band até dezembro, mas sem programa. Eles me ligaram depois do carnaval, em março, para conversar. O cachê era bom e tinha uma visibilidade muito boa. Eu nunca acreditei nessa coisa de A Fazenda denegrir a imagem de ninguém não. Eu acho que dependendo do seu caráter, de quem você é, não prejudica em nada. Pra mim, pelo contrário, só fez bem, abriu muitas portas, me fez conhecer muita gente e eu amei. Eu entrei pelo dinheiro e pela oportunidade também.

Em tempos de redes sociais, você é bastante ativo. Como você define o conteúdo quando inserido nelas, diversificando os assuntos no Twitter, Instagram e agora Snapchat?
É extremamente eu. É uma parte de mim, um diário. Eu coloco tudo que eu estou comendo, tudo que eu tô sentindo, tudo que eu tô fazendo, tudo que eu tô ouvindo. Eu acho que a graça é essa. As pessoas se identificam.

Crédito: Reprodução do Instagram

Crédito: Reprodução do Instagram

Você está investindo em um blog, não é? Qual vai ser o perfil dele e já tem previsão para lançar?
O blog vai ser pelo Apontador. Vai ser a mesma coisa das minhas redes sociais, com dicas de lugares que viajo, tipo Recife, que eu já estou montando um post sobre a cidade. Além disso, darei dicas de restaurantes, música. Tudo que eu falo nas redes, só que mais prolongado, com mais espaço.

Recentemente, você contou no Snapchat que as formas de ganhar dinheiro vêm do blog e de presenças VIP. Normalmente, você é chamado para que tipo de evento?
Eu faço muita presença em show, camarote de eventos, de marcas… Geralmente, é isso e eu me divirto fazendo. Também tem os posts nas redes sociais, mas eu faço quando é algo realmente que eu curta, independente de dinheiro ou não. Eu não vou fazer campanha no meu Instagram sobre barra de cereal ou proteína.

Crédito: Reprodução do Instagram

Crédito: Reprodução do Instagram

Como foi a reação da sua família quando começou a ficar famoso?
Foi uma loucura porque minha mãe não acreditava que era a Adriane Galisteu. Achava que era alguém passando trote… A Adriane falou com ela, mas mesmo ela ficou com uma ideia irredutível, sem querer que eu fosse, mas não tinha como eu não ir. Por mais que eu não tenha procurado a fama, o trabalho caiu na minha mão e a fama consequentemente veio junto. Era uma vida diferente da que eu tinha. Eu agarrei com unhas e dentes e foi demais. Hoje, minha mãe é mais tranquila com isso. Meu pai sempre me apoiou.

Momento selfie: Wesley Safadão, Gominho e Duh Marinho - Crédito: Luiz Fabiano/Divulgação

Momento selfie: Wesley Safadão, Gominho e Duh Marinho – Crédito: Luiz Fabiano/Divulgação

Como você define o atual momento da sua carreira?
Eu tô galgando a carreira ainda. Eu sempre penso muito, eu não tenho uma carreira. Eu não tenho algo que eu seja. A minha meta é trabalhar na televisão, que é uma coisa que eu gosto muito. A internet, estou descobrindo cada vez mais e estou amando. O status da minha carreira é vivendo cada dia em ter uma carreira como comunicador.

Como é sua relação com Preta Gil e Rodrigo Godoy?
Quando a gente fala da Diamonds Family, é uma relação de família de verdade. Eu moro em São Paulo, mas quando eu estou no Rio, fico na casa dela. A Ju de Paula, outra fã que virou amiga, mora com ela. O Duh Marinho (outro fã e amigo de Preta) mora no Rio, mas quando estamos juntos, ele vai pra lá. A Preta fez o nosso quarto na casa dela e a gente é muito próximo. Quando estamos separados, é muito estranho. A gente é muito unido. Vai ao banheiro na frente do outro, não tem frescura. O bordão vibes e tal, a gente não lembra como surgiu, só sei que saiu da boca de um e pegou.

Rodrigo Godoy, Gominho e Preta Gil - Crédito: Reprodução do Instagram

Rodrigo Godoy, Gominho e Preta Gil – Crédito: Reprodução do Instagram

Em uma entrevista, você falou “Já sofri tanto preconceito por ser gay, gordo e pobre”. Pode contar um caso que já tenha passado?
Na minha época da escola, era uma zoação, mas eu também era o cão. Sempre que me chamavam de qualquer coisa, eu já batia na pessoa. Sempre fui atacado. Nunca me doeu isso, porque eu sempre tive a plena certeza do que eu sou. Nasci  com 5kg, né amor? Então, sempre fui gordo. Sempre fui gay, nunca foi um problema na minha família, nem teve nenhum questionamento. O que eu sofri, em São Paulo, foi muito engraçado. Marcamos de ir a um sushi chiquérrimo e eu, no alto do meu verão, fui de bermuda e uma bata. Quando cheguei lá, parecia que eu era a Elke Maravilha. Todo mundo olhando e falando: “Nossa que absurdo”. Uma pessoa da mesa questionou: ‘Nossa, por que você tá de bermuda?’. E eu respondi: ‘Porque eu estou com calor”. Foi um preconceito bobo, nada que me abale não.

Crédito: Reprodução do Instagram

Crédito: Reprodução do Instagram

Como você se define em três palavras e qual foi a melhor experiência que já viveu nesse período em que ficou famoso?
“Três palavras: ‘Vibes e tal’. Brincadeira! Acho que alegria, personalidade e complexidade, porque eu sou bem complexo com questões do mundo, não comigo. É uma mistura disso tudo. E uma experiência: como eu vim do nada,  quando você ganha uma notoriedade, você leva um susto. Uma vez fui fazer um trabalho em Teresina e, quando eu cheguei ao aeroporto, tinha um monte de gente com cartaz escrito meu nome. Eu não entendi, fiquei muito surpreso. Me senti querido. No Recife, por exemplo, me senti extremamente querido na festa (Vamo Junto, do Grupo Ruas, no Arcádia Apipucos) por pessoas que me conhecem pelo reality show ou pelo snapchat. Quando a gente é transparente, as pessoas se identificam.

Qual o seu maior sonho?
Ter uma carreira na TV de comunicador, bem sucedido, que é uma coisa que eu me encontrei. Pessoas grandes me disseram que eu tenho que continuar nessa linha. Então tenho que ter fé.

Author: Thayse Boldrini

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