Delfim Netto e o rebaixamento da nota do Brasil

Delfim Neto/Divulgação

Delfim Neto/Divulgação

Em entrevista à Folha de São Paulo, Delfim Netto disse que o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor´s, com a perda do grau de investimento do País, “é algo grave, sério, mas não é o fim do mundo”. Segundo ele, porém, não adianta reclamar das agências, apesar de terem uma “capacidade duvidosa”. “É algo grave, sério, mas não é o fim do mundo. No entanto, seguramente, indica que o ajuste fiscal vai ser ainda mais custoso”, comentou.

Delfim afirmou que os juros e o câmbio vão subir e vai aumentar a volatilidade do mercado, porque a credibilidade interna e externa ficou comprometida. “Não adianta fechar os olhos e dizer que as agências de risco não valem nada. Elas têm uma capacidade duvidosa, mas não adianta reclamar”, acrescentou.

Na opinião do ex-ministro, o fato de o governo ter enviado ao Congresso uma previsão de Orçamento para 2016 com déficit de R$ 30,5 bilhões foi “uma incompetência política dramática”. Sobre os cortes, ele avalia que o Bolsa Família é o único “programa realmente importante” e que “os outros têm que ser ajustados à disponibilidade de recursos”.

Delfim diz ver ainda mais turbulência política à frente: “O Congresso reproduz a sociedade, mas se excita muito mais. Temos um problema muito sério dentro da base do governo. O PT não está de acordo com o programa do seu próprio governo. Ponto final. A base aliada toda está resistindo simplesmente porque o governo não governa. É algo espantoso”.

 

 

Autor:: João Alberto

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