Humberto Costa compara Mariana e Paris

Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

As cidades de Mariana e Paris estão intimamente ligadas por tragédias em que vidas foram trocadas por interesses menores, irrigados por cifras bilionárias. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa que lamentou onterm, em discurso na tribuna do plenário, as mortes por conta do rompimento da barragem de Fundão em Minas Gerais e dos ataques terroristas na capital francesa.

O parlamentar cobrou uma profunda reflexão de todos que possa levar a ações positivas concretas, a fim de assegurar que o planeta e a humanidade não sejam mais submetidos a eventos trágicos dessa natureza. Para ele, os dois casos não aconteceram por acaso nem por causas isoladas, mas por uma cadeia de fatos que desembocaram nesses desastres aos quais a população assistiu aterrorizada nos últimos dias.

Humberto avalia que os ataques terroristas nas mais diversas partes do mundo são resultado de uma abordagem geopolítica mundial errada e antiga, que resulta no surgimento de guerras insanas e de novas organizações criminosas. Em relação à Mariana, o parlamentar acredita que os negócios da empresa privada na exploração do minério de ferro se sobrepuseram aos interesses do próprio homem e do meio ambiente.
“A economia e os negócios são importantes na geração de riquezas, mas, se as suas práticas não forem submetidas a regras sociais éticas e mais rígidas, vamos gerar mais destruição humana e ambiental de todos os modos”, disse o senador.

Segundo ele, não é possível aceitar ações terroristas deliberadas, assim como não é possível tolerar ações que – não sendo formalmente enquadradas como tal – possam impingir tanta dor e tanta destruição como em Mariana. “Vimos na cidade mineira uma outra face do terror com a qual nós temos que lidar no mundo atual, um terror que vitima seres humanos e também destrói nosso planeta”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que o drama humano e ambiental provocado pelo acidente em Mariana não tem precedentes na história. “É o maior do planeta em material despejado por barragem de rejeitos de mineração, em que 62 milhões de metros cúbicos de lama desse tipo foram lançados sobre o rio Doce, provocando uma devastação aterradora”, observou.

 

Autor:: João Alberto

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