“Eu realmente espero que agora não seja o topo da minha carreira”, disse Martin Garrix

Martijn Gerard Garritsen Lavoranen, um holandês de apenas 19 anos, mais conhecido pelo seu nome artístico, Martin Garrix,  é a atração mais esperada da segunda edição do King Festival, que acontece neste sábado, na área externa do Centro de Convenções. Ele arrumou um tempinho para conversar com a equipe do Blog João Alberto sobre sua vida e carreira. No nosso bate-papo falamos sobre os DJs que o inspiram, descobrimos seu maior hit, Animals, era uma faixa engaveta e até conseguimos uns detalhes sobre sua apresentação no King. Confira a entrevista com o DJ.

 

Créditos: Reprodução Facebook Oficial do DJ

Créditos: Reprodução Facebook Oficial do DJ

1- Em muitas entrevistas você fala que começou a gostar de música eletrônica com 8 anos, depois de assistir uma apresentação do Tiesto durante os Jogos Olímpicos de 2004, o que foi que te encantou ao ponto de criar essa paixão pela e-music?
Foi a magnitude daquela performance foi maior do que qualquer coisa que eu já tinha visto antes e obviamente também  foi a música que ele estava tocando. Foi diferente de tudo que eu já tinha ouvido antes e também sentido. Eu imediatamente me apaixonei por aquilo.

2- O maior sucesso da sua carreira, o hit Animals, chegou no topo das paradas musicais em vários países, qual a história por trás dele?
Na realidade, foi engraçado. Eu acho que só termino 1 em cada a 15, 20 músicas que eu começo a fazer. Então, há uns anos atrás, eu estava procurando no hard drive coisas antigas e projetos antigos, então eu escutei uma parte da música Animals que eu tinha feito. Eu realmente gostei de novo e achei que tinha que terminar essa música. Gastei muitas horas no meu estúdio e algumas semanas depois eu tinha finalizado essa track.

3- Você já lançou algumas músicas sem identificar que era o autor, por que tomou essa decisão?
A música Animals foi uma delas, fiz isso porque gostaria de surpreender todo mundo. Quando as pessoas começaram a ouvir aquela música eles achavam que era algum desses grandes nomes da musica eletrônica como Afrojack ou Hardwell. Quando eles descobriram que era uma pessoa de 16 anos de Amsterdam, eles ficaram realmente impressionados. Com outras músicas eu tive essa atitude porque eu produzo músicas de diferentes gêneros e nem tudo combina com o estilo Martin Garrix de ser.

Créditos: Reprodução Facebook Oficial do DJ

Créditos: Reprodução Facebook Oficial do DJ

4- Produzir música eletrônica exige mais técnica ou inspiração?
Na realidade, a situação é  bem meio a meio. Você pode ser muito muito inspirado e ter melodias incríveis na sua cabeça, mas se você não souber usar tudo isso dentro de uma música no estúdio, você acaba chegando em lugar nenhum. A mesma coisa acontece se você é tecnicamente muito bom mas não tem muita criatividade, você não consegue alcançar ou cruzar grandes coisas.

5- Mesmo estando no topo da carreira, o que você ainda quer conquistar?
Bem, eu realmente espero que agora não seja o topo da minha carreira. Eu sei que eu e meu time conquistamos muito em pouco tempo, mas na minha opinião a linha de chegada não está nem perto da onde eu consigo ver. O que eu realmente amaria alcançar seria  ser um nome tão grande quanto Avicii ou Calvin Harris são hoje em dia. Eles levaram a música eletrônica para dentro do mundo pop e eu acho que seria muito incrível se eu conseguisse fazer o mesmo.

6- Quando você liberou o vídeo de Forbidden Voices, foi em comemoração aos seus 10 milhões de fãs no Facebook. No vídeo você mostra momentos intensos da sua carreira, você gosta de deixar seu  público fazer parte do seu dia a dia? O Snapchat te ajudou nessa parte?

Eu realmente gosto de dividir minha vida com os fãs, é parte da razão de fazer como eu faço o show do Martin Garrix. Acabei de colocar quatro elementos na série e estou muito animado para ver como ficou. Não é necessariamente o Snapchat que faz com que eu divida minha vida com os fãs, é mais uma ferramenta para que eles tenham uma ideia de tudo que acontece no backstage, como as coisas acontecem. Mas eu gosto de manter as coisas separadas, eu uso esses meios apenas como Martin Garrix, não mostro coisas da minha família, dos meus amigos e coisas como essas.

7-  O que podemos esperar do seu set no King Festival?
Eu posso dizer que vai ser um set incrível, não posso descrever de nenhuma outra maneira! O público vai poder conferir uma apresentação bem trabalhada, sabe? Eu tenho muitos mash-ups [ produção de músicas criadas a partir da mistura de duas ou mais canções pré-existentes] e muitas trilhas originais, vou usar muita coisa durante a apresentação.

Créditos: Reprodução Facebook Oficial do DJ

Créditos: Reprodução Facebook Oficial do DJ

 

Author: Taís Machado

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