Eu acho é pouco transformou o Catamaran em bloco vermelho e amarelo

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Por Luciana Morosini

 

Crédito: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

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O baile do Eu Acho é Pouco tornou-se, ano a ano, umas das prévias mais animadas da cidade. Os ingressos limitados e esgotados foram disputadíssimos e a festa fez valer a expectativa dos apaixonados pelo bloco. Não era nem noite ainda quando um mar de gente vestida de vermelho e amarelo invadiu o Catamaran, nesse sábado. A compositora baiana Márcia Castro foi a atração principal e entoou músicas que marcaram sua carreira, enquanto os DJs Pepe Jordão e Lala K revezaram as picapes nos intervalos. Mas o ponto alto mesmo ficou por conta da Orquesta e da Batucada do Eu Acho é Pouco, que esquentaram o frevo e o sambão e deram o gostinho do que está por vir, quando o Carnaval chegar oficialmente.

Crédito: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

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Esta foi a segunda vez que o Catamaran recebeu o baile vermelho e amarelo. Entre os convidados, não faltou nem o dragão que acompanha o desfile do Eu Acho é Pouco nas ladeiras de Olinda nos dias de Carnaval. Ali, encostado no gradil que dá para o mar, o convidado vip acompanhou toda a festa e posou para fotos com os foliões mais animados. No mais, os carnavalescos de véspera e ansiosos pela chegada da festa de Momo eram só animação. Um ponto positivo: o bloco sabe bem limitar o número de ingressos e a festa pode ser curtida com tranquilidade.

A atração principal Márcia Castro subiu ao palco às 20h10. No repertório, uma seleção de músicas autorais, que animaram os mais próximos ao palco, enquanto os demais curtiam o fundo da festa para paquerar, conversar e comprar bebida. Logo entre as primeiras canções, não faltou homenagem à música pernambucana e Márcia cantou História de Fogo, de Otto. “Um pernambucano que amo”, disse, em referência ao cantor.

Crédito: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

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O público interagiu com a cantora e fez coro ao ouvir Selva Branca, conhecida na voz de Chiclete com Banana, e Perdido de Amor e Beija-flor, famosas ao som da banda Timbalada. Márcia ainda fez o público se mover, para lá e para cá, com músicas como A menina dos meus olhos. Ela, baiana, ainda fez questão de elogiar o carnaval pernambucano. A certo ponto, a cantora contou com ajuda para incluir em seu repertório canções de frevo, como Frevo Mulher. E a resposta da plateia comprovava o que todos sabem por aqui: que o frevo corre nas veias dos pernambucanos.

Crédito: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

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O público já parecia ansioso pela próxima atração, com músicas mais próximas de seu repertório, quando Márcia ainda arriscou Rock das Aranhas em tom de funk e Preta Pretinha, entre outras, até deixar o palco às 0h10. Os DJs Pepe Jordão e Lala K assumiram as picapes, enquanto a orquestra do Eu Acho é Pouco se organizava no palco. Ao primeiro acorde, o público ferveu. O estandarte do bloco ganhou vida e foi frevo pra quem aguentasse ainda com muita energia, com direito a quase todos os hits do ritmo pernambucano. A pista de dança ficou quente, literalmente, e quem arriscava uns passos por ali, pingava de suor. Mais uma pequena pausa, som dos DJs e foi a vez da bateria da escola invadir o palco. Samba pra quem ainda guardava energia na alma e no pé. E lá estava o estandarte rodopiando no meio do salão, o dragão a espiar de longe e o público, com suas vestimentas caprichadas em detalhes no vermelho e amarelo que não cedia ao cansaço. Sambas-enredos famosos, inclusive o da Mangueira que homeageou Pernambuco, e sambas conhecidos levantaram o público. A batucada do Eu Acho é Pouco não deu vez ao cansaço e invadiu a madrugada com fôlego.

Crédito: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

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O público vestido de vermelho e amarelo e suado, já em menor número lá próximo das 4h da madrugada, não cedia ao cansaço, deixou bem claro que a festa deixou um gostinho de quero mais nos foliões. Portanto, anote na agenda os próximos encontros com o Eu Acho é Pouco: no domingo, dia 24, tem o ensaio aberto nas ladeiras de Olinda; no Carnaval, o bloco sai no sábado e terça-feira à tarde; e na segunda-feira da Folia de Momo tem o Eu Acho é Pouquinho, uma versão para os foliões-mirins.

Crédito: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

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Author: Thayse Boldrini

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