Nação Zumbi, Jota Quest e O Rappa levaram multidão ao Marco Zero

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Com informações do Portal Diario de Pernambuco

O Marco Zero, ontem, teve os metros quadrados mais disputados da cidade. Isso porque o polo recebeu três atrações de peso que se apresentaram gratuitamente no palco principal. Nação Zumbi – que, pela primeira vez na história, recebeu no palco Lula, filha de Chico Science -, Jota Quest e O Rappa fizeram a felicidade dos foliões que lotaram o centro para curtir os shows.

Nação Zumbi. Crédito: Leo Motta/PCR/Divulgação

Nação Zumbi.
Crédito: Leo Motta/PCR/Divulgação

Quem abriu a noite, por volta das 23h, foi a Nação Zumbi. A primeira música dos show foi entoada por Lula, filha do grande Chico Science, que fez participação especial inédita na antiga banda do pai. Ela cantou Monólogo ao pé do ouvido e acrescentou o nome do pai e a expressão “Ocupe Estelita” à letra da música.

Nação Zumbi. Crédito: Leo Motta/PCR/Divulgação

Nação Zumbi.
Crédito: Leo Motta/PCR/Divulgação

Canções novas e antigas, da época de Chico, tiveram seus momentos durante a apresentação. Após tocar oito faixas dos últimos três álbuns, a banda intercalou Rios, pontes e overdrives, Cidadão do mundo, Manguetown, Maracatu atômico, Banditismo por uma questão de classe, Da lama ao caos, A praieira e Macô com outras músicas mais recentes.

Nação Zumbi. Crédito: Allan Torres/PCR/Divulgação

Nação Zumbi.
Crédito: Allan Torres/PCR/Divulgação

Jorge du Peixe, atual vocalista da banda, aproveitou a ocasião para anunciar que um novo memorial em homenagem a Chico Science será construído e que a banda voltará a tocar, este ano, no Festival de Montreux, na Suíça, onde esteve em 1996. A gravação do show feita naquela época será remasterizada e lançada este ano, além de um documentário oficial sobre o antigo vocalista, que será lançado mês que vem.

Jota Quest. Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

Jota Quest.
Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

 

Jota Quest foi a segunda atração da noite e começou a tocar às 1h30 da madrugada. Além dos próprios sucessos, a banda mineira interpretou clássicos de Lulu Santos (Tempos modernos), Titãs (Homem primata) e Roberto Carlos (Além do horizonte). O vocalista Rogério Flausino interagiu bastante com a plateia e chegou a tirar selfies com os fãs no meio das músicas. Ele também dançou com uma sombrinha de frevo e com uma gola de caboclo de lança.

Jota Quest. Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

Jota Quest.
Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

Jota Quest. Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

Jota Quest.
Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

O Rappa fechou a noite. A banda carioca subiu ao palco às 3h30 da manhã, uma hora depois do horário marcado. O show começou com um remix da música Monólogo ao pé do ouvido, de Chico Science e Nação Zumbi, tocado por Negralha, DJ do grupo. Anunciação, de Alceu Valença, também foi tocada pelo DJ.

O Rappa. Crédito: Allan Torres/PCR/Divulgação

O Rappa.
Crédito: Allan Torres/PCR/Divulgação

As músicas dO Rappa foram cantadas em coro pelo público e algumas ganharam versões mais aceleradas do que a gravação original. Falcão, vocalista do grupo, interrompeu o som em dois momentos destintos para reclamar de tumultos na plateia.

O Rappa. Crédito: Allan Torres/PCR/Divulgação

O Rappa.
Crédito: Allan Torres/PCR/Divulgação

A apresentação foi filmada por uma equipe dirigida pelo cineasta pernambucano Lírio Ferreira. A expectativa é que os takes façam parte do próximo DVD do grupo, que veio ao Recife em novembro e gravou no Instituto Ricardo Brennand.

O Rappa. Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

O Rappa.
Crédito: Peu Ricardo/PCR/Divulgação

ARRASTÕES, VIOLÊNCIA E TUMULTOS

Foram muitos os relatos, fotos e vídeos nas redes sociais de foliões que presenciaram assaltos, arrastões, brigas e tumultos no Recife Antigo ontem à noite. Recebendo três atrações de peso como Nação Zumbi, Jota Quest e O Rappa, a efetivo foi reforçado, mas não deu conta da segurança dos presentes. Muitos foliões reclamaram que, apesar de o Marco Zero ser um dos maiores lugares para shows deste porte, não há estrutura para escoar o público, que não tem para onde correr quando se depara com situações de briga ou tumulto.

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Author: Beatriz Pires

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