Depois que fui mãe…

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Eu decidi ser mãe aos 27 anos. Nem sei como foi isso, mas costumo dizer que recebi o “chamado” lá de cima. Deus estava preparando algo especial para mim e disse, em algum dos meus sonhos, que havia chegado a hora. Tinha preparado um novo ser para me dar. Presenteou-me com a minha filha, Maria Fernanda, antes do que eu imaginava. Driblou as estatísticas, os problemas que tinha para engravidar e mostrou que é Ele quem manda nesta vida aqui. Nanda veio para mim no dia 31 de março de 2011 e me pegou de surpresa com o seu parto prematuro e com os 20 longos dias que viveu na incubadora de uma UTI. Tempo para eu repensar a minha vida e construir, aqui dentro de mim, a mãe que queria ser para ela.

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Crédito: Arquivo pessoal

Minha filha era frágil e eu optei ser mãe dela em tempo integral. Meus quatro meses de licença- maternidade foram de dedicação exclusiva a ela. Quis amamentar, dar banho, trocar fralda, aninhar, chamegar 24 horas por dia. Ousei a ficar três meses sem sair de casa com medo das mazelas que ela poderia encontrar pela rua. Tá certo! Um exagero! Mas qual a mãe que nunca se excede em nome do filho? E sim, os excessos foram parte das mudanças que surgiram na minha vida. Aprendi a amar demais, a querer demais, a me preocupar demais. Também quis viver mais e melhor. Passei a me assombrar ainda mais com a morte e entre tantos outros excessos que poderiam se estender por mais três ou quatro linhas.

Crédito: Inês Campelo / Divulgação

Crédito: Inês Campelo / Divulgação

Descobri que eu passei a ser uma pessoa diferente, 27 anos depois de ser “eu mesma”. É complexo! Eu sei…. Passei a dar mais valor a hora de chegar em casa, de parar, de ter meu tempo de refúgio: o meu momento sagrado com ela. Descobri que consigo fazer desenhos incríveis. Basta concentrar o olhar e se o rabisco não ficar tão interessante assim, ele vai continuar sendo lindo aos meus olhos e aos dela. Descobri que eu amava fotografar!! Lembrei-me quanto eu gosto de crianças e como é ótimo estar sempre rodeada delas. Descobri-me uma excelente cantora de músicas infantis, que apesar de desafinar nas notas, conseguia embalar a minha pequena em um sono profundo. Descobri que sou criativa suficiente para preencher o ócio, bolar brincadeiras, encontrar programações infantis e fazer a minha filha feliz. E como ela é feliz… Aliás, e como nós somos felizes.

Crédito: Gleyson Ramos / Divulgação

Crédito: Gleyson Ramos / Divulgação

Minha vida deu um giro, assim como de tantas mulheres que resolveram desbravar este universo desconhecido da maternidade. Neste mote, criei, junto com as meninas do Blog João Alberto, este especial de Dia das Mães, onde mulheres contam, de hoje até domingo, sobre a transformação que suas vidas deram após a chegada dos seus filhos. A série Depois que fui mãe mostra como é bom se redescobrir, se reinventar e como é doce e linda a missão que nos é dada de ser mãe. Espero que gostem ! Boa leitura!

Crédito: Arquivo pessoal / Divulgação

Crédito: Arquivo pessoal / Divulgação

Autor:: Tatiana Sotero

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