Produtor musical Billy Bond fala sobre a superprodução “A Bela e a Fera”

Billy Bond – Crédito: Gabriella Autran/DP/D.A Press

Billy Bond – Crédito: Gabriella Autran/DP

O produtor musical Billy Bond, de 83 anos, retorna ao Recife com o espetáculo “A Bela e a Fera”, neste sábado e domingo, no Teatro RioMar. A superprodução conta com 200 profissionais envolvidos, efeitos de iluminação, recursos de gelo seco, levitações, ilusionismo e uma infinidade de equipamentos. No currículo, Billy ostenta produções musicais de Ney Matogrosso, Lulu Santos, Titãs e Paralamas do Sucesso.

Além de ser um dos percursores do videoclipe no país e responsável pelo primeiro show do Queen em terras brasileiras, Bond é considerado um astro do rock na Argentina. No estado, já esteve com os musicais “O Mágico de Oz” e “Peter Pan” e, no momento, está em fase de criação de um novo espetáculo Blue- o ilusionista, que estreia no fim de junho e tem previsão de passar pelo Recife. Em entrevista exclusiva ao Blog João Alberto, Bond revelou sua expectativa para a apresentação na capital pernambucana. “Espero que Recife nos receba de forma calorosa como sempre”, disse. Confira:

Como foi a preparação para a montagem do espetáculo “A Bela e a Fera”?

É um trabalho árduo. Tem bastante gente envolvida, cinco cenários, 180 figurinos… Demora de seis a oito meses de preparação, envolvendo pré-produção, leitura e outros processos.
Qual o diferencial da apresentação que será encenada no Recife?

O diferencial será a tecnologia, com certeza. No espetáculo, teremos telões de alta definição e efeitos especiais como levitação, além de muita dança e cantos. Nós não costumamos mudar as histórias, reproduzimos a versão clássica do autor.

O público da suas peças é bem variado. De criança a adultos. Qual é o segredo para agradar todas as idades?

Não tem um segredo. Usamos apenas a nossa experiência e conhecimento sobre o público na hora de produzir as peças. Não podemos fazer um espetáculo para os pais dormirem. Temos a capacidade de entreter todos da família, e isso vem da habilidade em contar a história de forma atrativa. A criança também merece uma peça bem elaborada.

Crédito: Bianca Tatamya / Divulgação

Crédito: Bianca Tatamya / Divulgação

Você é considerado uma estrela do rock na Argentina. Como foi essa transição da carreira musical no rock para produção de espetáculos musicais infantis?

Não chegou a ter transição, na verdade, se você perceber tudo é musica. Já produzi os shows de Ney Matogrosso, Lulu Santos, que não são desse gênero. O que eu sou é um produtor musical e continuo trabalhando com música, considero que de uma forma mais complexa do que formando uma banda. Mesmo assim, nunca vou deixar de ser um rockstar, mas não sou apenas isso.

Você nasceu na Itália e mora no Brasil. O que esse intercâmbio cultural favoreceu sua vida profissional?

Favoreceu bastante, já que o Brasil é um país altamente cultural. Todas as regiões possuem manifestações bem diferenciadas, diversificadas. É uma cultura muito rica para inspiração.

A crise financeira que o país vem passando afetou de alguma forma a audiência do espetáculo?

Não percebemos na quantidade de pessoas, mas nas casas onde apresentamos que estão cada vez menores. Fazemos uma peça grande, com uma superprodução e nossos ingressos não são baratos. Em compensação, nós fazemos doação para pessoas carentes ou o governo custeia parte do valor da entrada. Nossos agentes também fazem uma checagem no local para saber a instituição que vai receber uma quantidade de ingressos grátis que costumamos distribuir.

Author: Juliana Freire

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