The Wailers encerra turnê com show histórico no Classic Hall

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

Júlia Schiaffarino

Sediar aberturas e encerramentos pode ser tido como honra e, nesse sentido, Pernambuco foi presenteado ontem com a última apresentação da turnê do lendário grupo de reggae The Wailers pela América do Sul. No vocal, lugar outrora do pai, Bob Marley, Julian Marley, subiu ao palco do Classic Hall tendo atrás de si a banda, criada em 1962, em sua formação original (1974/1981), fato diversas vezes ressaltado pelo locutor, antes do início do show. Dom natural, ou quem sabe DNA. Fato é que, mais uma vez Julian provou sua vocação para o palco e não deixou a desejar.

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

Positive Vibration abriu o show mostrando qual seria o astral da noite. Mesmo falando em inglês, Julian Marley conseguiu uma boa interação com a plateia que reuniu pessoas de várias idades. Da mesma maneira, Aston “Family Man” Barret, Tyrone Downie, Glen Da Costa, Donald Kinsey, Owen “Dready” Reid, Dennis Thompson e Aston Barrett Jr. também foram baste prestigiados pelos fãs. O guitarrista, Kinsey, muito conhecido por trabalhos de peso dentro do blues, foi um dos mais aplaudidos. O coro ecoou em diversos clássicos como Dance Reggae Music, One Love, No Woman no Cry e Roots. Em alguma se tornou ainda mais intenso como ao cantar Exodus, cujo álbum de mesmo nome foi considerado (em 2003) um do 500 melhores pela revista Rolling Stone.

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunicauê / Divulgação

The wailers e Julian Marley. Crédito: Luara Olívia / Comunica Aê Produções/ Divulgação

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Crédito: Luara Olívia / Comunica Aê Produções/ Divulgação

SOJA por LUARA OLIVIA (3)

Soja

Soja. Crédito. Comunica Aê Produções / Divulgação

A noite seguiu com a banda Soja, já conhecida pelos pernambucanos de outras apresentações. O show dos norte-americanos, famosos por um som eclético, trouxe a incorporação de elementos do hip hop e, principalmente, rock ao reggae. I Belive e True Love foram dois dos vários sucessos tocados. O grupo, porém, não empolgou tanto quanto o anterior deixando, por vezes, a desejar em termos de capacidade de envolver o público. A apresentação contou com algumas surpresas. Uma fã invadiu o palco e foi retirada sem que o vocalista Jacob Hemphill aceitasse tirar uma foto com ela. Em seguida o grupo trocou as guitarras por instrumentos de percussão acrescentado o samba ao repertório.

Author: Tatiana Sotero

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