Uma noite para matar a saudade de Legião Urbana

Legião Urbana - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Legião Urbana – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Há 30 anos, quando lançaram o seu primeiro CD, a banda liderada por Renato Russo demorou a emplacar. Nem sonhava o sucesso que alcançaria e que marcaria uma geração inteira com suas músicas que, por retratar tão bem a sociedade, conseguiriam se manter atuais mesmo três décadas depois. Foi para esta geração saudosa – os jovens das décadas de 80 e 90 – que Marcelo Bonfá, Dado Vila Lobos, André Frasteschi (vocal), Lucas Vasconcellos (guitarra), Mauro Berman (baixo) e Roberto Pollo (teclados) se apresentaram ontem, no pavilhão do Centro de Convenções.

Subiram ao palco impreterivelmente à 0h, após show também instigante do Mundo Livre S/A. Entoaram Será e foram ovacionados por uma plateia lotada, que bem diferente de 30 anos atrás – diga-se de passagem – empunhava celulares que filmavam, gravavam áudios, postavam vídeos no Instagram e Snapchats e sabiam de cor os principais sucessos da banda.

Mundo Livre SA - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Mundo Livre SA – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Cheio de presença de palco e mostrando-se à vontade com o repertório do grupo, André Frateschi imprimiu sua marca à apresentação, sem a intenção de ser uma cópia de Renato Russo. E, do seu jeito, conseguiu instigar o público a vibrar e cantar junto. No palco, o músico fez referência à violência contra a mulher, lembrando o caso da jovem estuprada por 30 anos homens no Rio de Janeiro, seguindo com a música A Dança, que cai como uma luva em homens que tratam mulheres como lixo. Tão antiga, mas também tão atual. Assim como Teatro dos Vampiros, Duas Tribos e Que país é este.

Legião Urbana - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Legião Urbana – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

No segundo momento do show, a banda recebeu dois convidados. O primeiro Canibal, seguido pela carioca Marina Franco, também cheia de instigação no palco. Interagiu por várias vezes com o público, embora fosse quase impossível compreender o que ela dizia, assim como o próprio Frateschi, nas vezes em que falou com a plateia, prejudicados pelo som do local.

Legião Urbana - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Legião Urbana – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Para os minutos finais do show, o grupo selecionou clássicos com Por enquanto, Pais e Filhos, Eu sei e Faroeste Cabloco. Frateschi levantou a bandeira de Pernambuco e fez referência a Chico Science e ao Mangue Beat, encerrando duas horas de apresentação e fazendo uma multidão recordar com saudade do grupo que fez história no rock brasileiro.

Legião Urbana - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Legião Urbana – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

O encontro das bandas- Legião Urbana, Mundo Livre SA e os convidados Canibal, Marina Franco e Jonnata Doll - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

O encontro das bandas- Legião Urbana, Mundo Livre SA e os convidados Canibal, Marina Franco e Jonnata Doll – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Waldemar Valente e Dayanna Ximenes - Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Waldemar Valente e Dayanna Ximenes – Crédito: Kelvin Andrade/Divulgação

Author: Tatiana Sotero

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