Felipe Neto e Marco Feliciano debatem sobre homossexualidade em vídeo polêmico

Crédito: Reprodução do Youtube

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O Youtuber Felipe Neto desafiou o deputado Marco Feliciano para um debate sobre homossexualidade. Para isso, foi até Brasília ao seu encontro, onde gravou um vídeo assistido por mais de dois milhões de internautas e que já está entre os mais comentados nas redes sociais. Antes de começar as perguntas, o Youtuber – que tem mais de 5,7 milhões de assinantes no canal -pediu desculpas pelas ofensas feitas a Feliciano. Ele chegou a dizer que o deputado era um “lixo humano”.

Crédito: Reprodução do Snapchat

Crédito: Reprodução do Snapchat

No vídeo, o Felipe Neto pergunta a Marco Feliciano o que ele pensa sobre casamento entre homossexuais. O deputado citou a Constituição, dizendo que família era definida por homem e mulher para “proteger o Estado”, já que os homossexuais não gerariam filhos e não podem garantir a longevidade da população.

Outro trecho polêmico da entrevista foi quando Feliciano falou que cerca de 90% dos homossexuais que ele conhecia eram gays porque haviam sofrido abusos na infância: “Desses cinco mil [gays que conheceu], 90 por cento deles passaram por abuso sexual na sua infância. Foram abusados por algum adulto. Noventa por cento. Os outros dez por cento que sobraram tiveram transtorno com a figura do pai, transtorno com a figura da mãe. Foram violentados…”.

Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Ao ser questionado por Felipe Neto, Feliciano também afirmou que “ninguém nasce gay”, e se a criança for ensinada, não vai escolher este caminho. “Ensina a criança o caminho onde ela se deve andar e ela vai andar por ele. A pessoa não nasce gay, ninguém nasce gay. Não existe gênero, existe sexo. Você nasce homem ou mulher e o que vai te definir por isso é o que você tem entre as pernas”, disse ele.

Feliciano e Felipe Neto - Crédito: Reprodução/Youtube

Feliciano e Felipe Neto – Crédito: Reprodução/Youtube

O pastor também comentou os boicotes que promoveu para a novela Babilônia, da Rede Globo. “Beijo homoafetivo na TV brasileira em canal aberto, onde os meus impostos, que sou hétero, pago, é antinatural” e completou “Senhoras podem ser lésbicas, mas não precisam mostrar isso pra todo mundo, não precisa ficar se esfregando, não precisa ficar transando no meio da rua”.

O debate encerra com Feliciano defendendo que a homofobia não deve ser caracterizada como crime. Para ele, sua “não aceitação” de homossexuais seria uma questão de “liberdade de pensamento”.

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