Saiba como a hipnose pode ajudar na cura de algumas doenças

Ao pensar em hipnose, qual imagem lhe vem à cabeça? Talvez a de um mágico que consegue fazer com que as pessoas cumpram suas ordens após balançar um relógio na frente de seus rostos? A prática geralmente é associada à charlatanismo ou diversão. Na verdade, a hipnose é uma ferramenta série e utilizada para fins médicos desde o século XIX.

Jair Soares e Juliana Freire - Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

Jair Soares e Juliana Freire – Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

A hipnose é tida como uma das ferramentas mais avançadas para tratamento de distúrbios psicológicos. Jair Soares, psicólogo e hipnoterapeuta, explica que ela é mais objetiva e direcionada que as terapias usuais e pessoas de qualquer idade podem entrar em transe e se beneficiar com a hipnose. Algumas pessoas, no entanto, são mais susceptíveis e mais “sugestionáveis”, ou seja, acatam melhor os direcionamentos. “O hipnoterapeuta entende a pessoa e, ao contrário das técnicas mais clássicas, ele se adapta ao seu mundo”, defende o psicólogo.

O transe hipnótico pode ser induzido de várias formas como pelo relaxamento, fixação do olhar e sugestões verbais. O psicólogo explica que durante a hipnose o subconsciente fica mais relaxado e é possível chegar ao núcleo dos problemas. “Muitas vezes as pessoas têm um trauma e se recusam a lembrar e encará-lo. Quando em transe, a pessoa relaxa e as defesas diminuem e com a condução adequada poderá encarar essa memória de forma diferente, sem dor”, diz Jair. Assim, o terapeuta dá sugestões para que a pessoa reprocesse as memórias e passe a encará-las de forma diferente.

Jair Soares e Juliana Freire - Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

Jair Soares e Juliana Freire – Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

Geralmente, o tempo de tratamento com a hipnose dura de dois a três meses, mas Jair explica que tudo depende da complexidade do problema e da resposta do paciente. Algumas fobias podem ser curadas com apenas uma ou duas sessões, segundo ele. As únicas ressalvas ao utilizar o tratamento são pessoas que sofrem de crises convulsivas ou de esquizofrenia.

Jair Soares - Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

Jair Soares – Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

Ao contrário do que muitos pensam, o hipnotizador não consegue mandar em todas as ações de alguém. O que acontece durante o transe é uma maior capacidade de ser influenciado por sugestões dadas pelo hipnotizador, no caso, o terapeuta. Mas isso não é uma obrigação. “Você não faz nada que não queira, ou que vá contra seus princípios. Não existe uma dominação da mente e sim uma sugestão”, explica. Também é mito que não se pode sair do transe sozinho ou que poderá morrer. Caso se sinta ameaçado, o consciente irá retornar ao estado de vigília.

Jair Soares e Juliana Freire - Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

Jair Soares e Juliana Freire – Crédito: Anderson Freire/Esp.DP

O segredo da hipnose está, obviamente, na mente de cada um. Quem está disposto e aberto para a técnica terá mais sucesso no tratamento. A hipnose não cria respostas, apenas descobre. “Todos têm dentro de si a solução dos seus problemas. O terapeuta só mostra o caminho.”, resume Jair.

Saiba mais– O termo hipnose foi cunhado pelo médico britânico James Braid, que acreditava que a técnica era uma espécie de sono (hipno) induzido. Hoje, já se sabe que é na verdade um estado de consciência que altera entre um estado hiperfocado e de consciência periférica reduzida, relaxada. Ou seja, o cérebro se foca em apenas uma coisa e, assim, é possível dar informações ao subconsciente. A hipnose é utilizada por psicólogos e terapeutas para o tratamento de diversos transtornos como depressão, fobias, traumas, ansiedade, Síndrome do Pânico e insônia, por exemplo.

Assista ao vídeo abaixo, feito no consultório de Jair Soares, onde ele fala mais sobre a técnica e demonstra a hipnose na nossa estagiária Juliana Freire. 

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