Gleisi Hoffmann e o marido viram réus da Lava Jato

Gleisi Hoffmann/Ag. Senado

Gleisi Hoffmann/Ag. Senado

Gleisi Hoffmann foi uma das maiores defensoras da presidente Dilma Rousseff no processo do Impeachment, sempre gritando nas suas manifestações. Chegou a dizer que nenhum dos seus colegas de Senado tinha moral para julgar a ex-presidente.

Ontem, exatamente quando ela estava no plenário do Senado, tentando defender seus colegas de partico Guido Mantega e Antônio Palocci,  a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, abrir ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann e o marido dela, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, por suspeitas de terem recebido de forma ilegal R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Dessa forma, eles se tornaram réus na ação.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o dinheiro teria origem no esquema do chamado petrolão, investigado pela Operação Lava Jato, e teria sido repassado à campanha com o objetivo de manter no cargo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, hoje um dos principais delatores do esquema de corrupção na estatal.

A decisão veio após voto do relator do processo, ministro Teori Zavascki, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no Supremo. Participaram do julgamento, além de Zavascki, Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Author: João Alberto

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