Carlos Ferreirinha: “As marcas de luxo estão pautadas no longo prazo. Crises como a do Brasil, não fazem com que elas parem”

O especialista em Mercado de Luxo, Carlos Ferreirinha, esteve no Recife, na última terça-feira, participando da primeira edição do Destino RioMar. Antes de começar o evento, ele recebeu a equipe do Blog João Alberto e falou curiosidades sobre as marcas premium, como se comportam durante a crise, quais os segmentos que mais crescem e mais. Confira a entrevista completa, publicada na coluna de João Alberto da superedição do Diario de Pernambuco.

08/11/2016 credito: Nando Chiappetta/DP - Blog JA - Evento Destino Rio Mar, com palestra de Carlos Ferreirinha, sobre o mercado de luxo e show do maestro Joao Carlos Martins , regendo a Orquestra Crianca Cidada.na foto - Carlos Ferreirinha

08/11/2016 credito: Nando Chiappetta/DP – Blog JA – Evento Destino Rio Mar, com palestra de Carlos Ferreirinha, sobre o mercado de luxo e show do maestro Joao Carlos Martins , regendo a Orquestra Crianca Cidada.na foto – Carlos Ferreirinha

– Quais as grifes mais fortes nacionalmente?
As marcas internacionais do segmento de luxo, são as principais marcas do mundo: Louis Vuitton, Prada, Gucci, Burberry, Dolce & Gabbana, Fendi, Cartier, Tiffany, Tag Heur. Mas é uma pergunta difícil, se for mais no segmento de moda, seriam essas.

– Quais os segmentos de luxo mais procurados no Brasil?
Tanto no Brasil quanto no mundo, os segmentos que lideram são sempre pautados em gastronomia, imobiliário, carros, joias, moda e acessórios.

Crédito: Divulgação/Prada

Crédito: Divulgação/Prada

– Existe um “segredo” para as marcas sobreviverem nesta crise?
Elas têm toda a existência pautada no longo prazo. Muitas das marcas de luxo, principalmente as internacionais, são centenárias. Então, já passaram por guerras, depressões econômicas em todos os lugares. Então crises, como a do Brasil, não fazem com que parem. São acostumadas à volatilidade do mercado. São muito comprometidas com a excelência e obcecadas em construir um produto e um serviço que dure de forma longeva. Então, mais do que um segredo, é uma postura gerencial e empresarial de fazer uma coisa que não seja para o curto espaço de tempo.

– Quais os segmentos mais fortes no Nordeste e no Recife?
Alguns segmentos nos últimos anos foram mais expressivos: beleza, bebida e carros. Um pouco menos imobiliário, hotelaria, moda e acessório – não tinha equipamento para receber essas marcas -, e a chegada do RioMar Recife muda essa história.

Foto ilustrativa Crédito: sxchu / Divulgação

Foto ilustrativa
Crédito: sxchu / Divulgação

– Quais os locais da América Latina que mais consomem luxo?
Os principais são Brasil e México. Hoje tem uma surpresa nova que é a Colômbia. E quando se fala de Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e Brasília são as cidades que têm apresentado um volume interessante.

– Qual o futuro do mercado de luxo?
Crescimento, expansão. Esse é um momento de cautela, é um momento que o mercado todo está observando o que vai acontecer, mas, mais uma vez, são marcas de longo prazo, com histórias. Elas estão aqui para ficar no Brasil nos próximos 50, 100 anos. E não para ficar nos próximos 5, 6 anos. Claro que é um momento difícil e delicado, mas sabemos que é um momento que elas estão se fortalecendo para continuar no mercado.

Autor:: Tatiana Sotero

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