Jô Soares na Academia Paulista de Letras

Jô Soares/Divulgação

Jô Soares/Divulgação

O escritor, apresentador, teatrólogo, ator, humorista, diretor Jô Soares é o mais novo imortal da Academia Paulista de Letras. A cerimônia de posse aconteceu ontem, quinta-feira, dia 10, e teve a presença de diversos acadêmicos, artistas e amigos. Em seu discurso, Jô destacou o papel do humor em suas obras e a emoção de pertencer ao grupo, que tem frequentado com muito entusiasmo. Também lembrou da sua trajetória desde os tempos em que foi vendedor de passagens. Ele se emocionou muito ao lembrar da importância dos seus pais, do orgulho que tinham sobre tudo o que ele fazia.

Além de apresentador – atualmente ele grava a derradeira temporada do “Programa do Jô” -, Jô é escritor, diretor e ator. Entre outros livros ele escreveu “O Xangô de Baker Street” e “O homem que matou Getúlio Vargas”, publicados em diversos países e idiomas.

Jô ocupa a cadeira de número 33, que pertenceu ao escritor Francisco Marins. Na cerimônia de posse, estavam presentes o ministro da Cultura, Marcelo Calero, autoridades locais como o prefeito Fernando Haddad e a primeira dama, Ana Estela Haddad, e artistas como Dan Stulbach, José Possi Neto, entre outros.

O presidente da APL, Gabriel Chalita, falou com muito carinho sobre Jô ao abrir os trabalhos e disse que a academia passava por um grande momento com a sua chegada. “Estamos muito honrados em ter entre nós uma pessoa da relevância de Jô Soares”.

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Após receber de Marcelo Calero, Ministro da Cultura, a medalha que simboliza sua entrada na Academia, Jô falou sobre a emoção do momento. “Não me lembro de ter ficado tão emocionado em toda minha vida. Pensei que nunca seria aceito já que o humor e a irreverência são marca do meu trabalho. Achava que nas reuniões daqui o riso era banido. Mas logo no primeiro dia notei como estava enganado”, comentou.

A apresentação de Jô foi feita pelo acadêmico Ives Gandra da Silva Martins, que fez uma saudação lembrando o tempo em que são amigos próximos. Ele enalteceu cada atividade de Jô e disse estar feliz por ter sido escolhido para falar algumas palavras sobre o novo acadêmico da APL.

Em seu discurso, o novo acadêmico também falou com emoção sobre quem gostaria que estivesse ao lado dele neste momento. “É uma honraria tão grande que só sinto falta dos meus pais aqui. Pela primeira vez, aos 78 anos de idade, me sinto órfão. Sei o quanto eles gostariam de estar aqui”.

Autor:: João Alberto

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