“Ela sabe que tem dois pais”, diz Eliel Alves, casado com Berg Goodman, sobre a filha Marjory Luisa

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Eliel Alves e Berg Goodman com a pequena Marjorie - Crédito: Ricardo Fernandes/DP

Eliel Alves e Berg Goodman com sua filha Marjory – Crédito: Ricardo Fernandes/DP

Toda criança deveria ter a oportunidade de crescer em uma família que transbordasse amor e comprometimento. Entretanto, infelizmente, há quem abandone seus filhos, ainda bebês ou já crescidos, por diversos motivos: como não querer ou não poder criá-los. A realidade dos orfanatos no Brasil é de apertar o coração. De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), da Corregedoria do CNJ, há cerca de 7,8 mil crianças cadastradas para adoção no país. Com isso em mente, o casal de decoradores Eliel Alves e Berg Goodman adotou uma menina, Marjory Luisa, que hoje tem 1 ano e 8 meses.

Credito: Ricardo Fernandes/DP

Eliel Alves e Berg Goodman com a pequena Marjory Luisa – Crédito: Ricardo Fernandes/DP

Juntos há seis anos, os dois sempre tiveram vontade de construir uma família. Pelas condições naturais de não poderem conceber filhos, até pensaram em inseminação artificial, mas se sensibilizaram com a situação das crianças que não tinham um lar. Então, se inscreveram em um programa de adoção.

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Eles brincaram no Parque da Jaqueira durante a sessão de fotos do Blog João Alberto – Credito: Ricardo Fernandes/DP

Os requisitos eram simples: ser menina e ter menos de um ano. Passaram dois anos e meio na fila de espera, até se depararem com Marjory. “Berg não sabia, ele estava em casa. Fui encontrar a assistente com Marjory e, quando a vi, foi amor à primeira vista. Os olhos dela brilharam, os meus também. Eu sabia que era ela a minha filha”, conta Eliel, emocionado.

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Mesmo vivendo num país onde casais homoafetivos ainda sofrem muito preconceito, Berg e Eliel não encontraram problemas no processo. “Não sofremos nenhum tipo de preconceito, foi tudo muito tranquilo. Pelo contrário, todos ficaram admirados e felizes com a situação”, contam. Eles ainda relataram que o único desconforto que passaram foi na primeira consulta com a pediatra, mas, depois disso, nunca mais. “Foi uma consulta superdesagradável. Não vimos amor no olhar dela ao ver nossa família”, relata Berg, que admite não gostar de lembrar do episódio. 

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Mesmo ainda muito pequena, Marjory já mostra os traços da personalidade deles. Vivendo em um ambiente de muito amor, ela transparece ser uma criança carinhosa e decidida. “Ela tem o jeito amoroso e emocional de Berg, e a minha rigidez, que sou mais racional”, relata Eliel. “E ela sabe que tem dois pais. Ela leva isso com naturalidade e nós fazemos de tudo para que ela ame e respeite os dois igualmente”, completa Berg. Em tempo, Marjory tem uma avó agora e uma bisa: “A relação com elas é ótima. Elas dão muito carinho. O amor delas por nossa filha é inexplicável”.

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Berg admite que Marjory também é bem vaidosa. “Ela adora um espelho. Ela coloca uma roupa e fala ‘tá linda’. E ela ama princesas”, conta, fazendo graça com a filha no colo. Eliel e Berg revelam que se inspiram em como seus próprios pais os criaram e que tiveram que começar a abdicar de alguns programas – como a vida noturna – por conta da filha, mas que isso vale a pena. “Ficar deitado com ela é uma sensação maravilhosa”, diz Eliel. “Sem falar quando ela fala ‘papai’… É gratificante demais”, emociona-se Berg.

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O decorador ainda explica a maior mudança depois da chegada de Marjory: “Antes dela entrar na nossa vida, éramos mais egoístas. Claro, pensávamos no outro, mas a individualidade era mais nítida. Agora, para tudo somos nós três. Não existe apenas um, somos todos juntos”. Marjory é a prova de que para ser um filho, não precisa ser de sangue. Assim como Berg e Eliel são a prova de que uma família moderna (dois pais ou duas mães), também pode ser incrível da mesma maneira. O amor que existe entre os três, com certeza, pode servir de exemplo para muita gente por aí.

Crédito: Ricardo Fernandes/DP

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Author: Júlia Molinari

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