Dia da Cachaça: conheça comidas que levam a bebida como ingrediente no Recife

Cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida no país – Crédito: Divulgação

Nesta quarta-feira, 13 de setembro, é comemorado o Dia Nacional da Cachaça. Considerada um símbolo do Brasil, a cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida no país, perdendo apenas para a cerveja. Sua história começa ainda no Período Colonial e apesar de não haver um registro oficial, é provável que a primeira cachaça tenha sido produzida no século XVI, nos engenhos de cana de açúcar que povoavam o litoral brasileiro.

O Brasil possui capacidade para produzir cerca de 1,2 bilhão de litros anuais, mas só produz cerca de 800 milhões de litros. Hoje, os principais estados produtores são São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba, enquanto os maiores consumidores estão em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais, de acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC). As cachaças mais consumidas no país são as industriais, destiladas em coluna. Essas são as que tem um valor mais baixo em relação às feitas em alambique, também chamadas de artesanais.

Cachaças premium estão cada dia mais populares – Crédito: Paulo Paiva/DP

Um segmento que está crescendo a cada dia são as cachaças de alambique, também chamadas artesanais. E também aquelas envelhecidas em barris de madeira, como as da Cachaçaria Carvalheira. De acordo com Roberto Morais, da Galeria da Cachaça, no Recife, o público está cada vez mais interessado nessas bebidas: “Nós estamos no mercado há três anos e, quando começamos, vendíamos apenas 30 rótulos dessas cachaças. Hoje, já temos 230. O consumo ainda não é tão grande, mas as pessoas vão conhecendo e divulgando essas cachaças”, esclareceu Roberto. “A tendência é que as pessoas comecem a substituir os destilados – whisky, rum, vodka, entre outros – pela cachaça. A cachaça tem uma qualidade melhor que as outras bebidas e, quando o público vai conhecendo as cachaças premium, gosta muito. Além da qualidade, é nacional. Não existe cachaça em nenhum lugar do mundo. A não ser que importem do Brasil”, completa o empresário.

A divulgação para outros países é um ponto importante para a indústria e está em plena expansão. Em 2016, as exportações cresceram 4,62% em valor e 7,87% em volume, totalizando US$ 13,93 milhões e 8,3 milhões de litros, segundo dados do IBRAC. O instituto, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), lançou a ação Cachaça: Taste the new, Taste Brasil, para a promoção da bebida no exterior. O site do projeto conta com dicas de como beber a iguaria, drinks, os processos de envelhecimento e a história da bebida.

Cachaças envelhecidas em barris são ainda pouco consumidas – Crédito: Paulo Paiva/DP

SABORES – As formas de consumo mais comuns são na forma de shots e também em drinks, como a caipirinha. Mas, muita gente ainda não está acostumada com o sabor marcante da bebida ou mesmo não gosta. Pensando nessas pessoas e nos apreciadores da cachaça, o Blog João Alberto preparou uma lista de pratos que podem ser encontrados no Recife que a utilizam em seu preparo, aproveitando das formas mais criativas a bebida-símbolo do Brasil. Confira:

Drink da Cioccolatte que une a bebida e a cremosidade sorvetes – Crédito: Divulgação

Caipigelato – Inspirada na caipirinha, a Cioccolatte Gelateria criou um drink que une a bebida e a cremosidade sorvetes. O cliente pode escolher uma bola do sabor que quiser, como cajá, limão e frutas vermelhas, que é misturada com uma dose de cachaça. De acordo com Joseli Santos, sócio da sorveteria, o drink é perfeito para aqueles que querem disfarçar o sabor do álcool. O Caipigelato custa R$ 20.

O Caboclo Gelado é o petit gateau nordestino do Parraxaxá – Crédito: Reprodução/Facebook

Sobremesas – O petit gateau ganha uma roupagem totalmente pernambucana no restaurante Parraxaxá. A sobremesa Caboclo Gelado (R$ 12,80) é um bolinho de rapadura com sorvete de cachaça e está na lista dos mais pedidos da casa. O sabor do sorvete, feito de forma artesanal, é bem suave e agrada todos os paladares. O sorvete também aparece em outra sobremesa, dessa vez com frutas e queijo do reino.

Em homenagem ao Dia da Cachaça, o restaurante Forneria 1121 preparou uma lagosta flambada na cachaça – Crédito: Divulgação

Lagosta flambada – Apenas nesta semana, em homenagem ao Dia da Cachaça, o restaurante Forneria 1121, nos Aflitos, preparou um prato especial. Será a lagosta grelhada e flambada na cachaça, acompanhada de risoto de limão siciliano. O prato custa R$ 69.

Baião de Dois do Restaurante Castelus – Crédito: Divulgação/Castelus

Lula e camarão flambados – Os frutos do mar também ganham o toque da cachaça no restaurante Castelos, no Instituto Ricardo Brennand. A Lula Perfumada (R$ 46) é flambada na bebida, refogada no alho e azeite com ervas e raspas de limão siciliano, acompanhada de cestinha de pães. Já o Baião de Dois do Litoral (R$ 105) junta o refogado de feijão verde com camarão na manteiga de garrafa e flambado na cachaça, no arroz branco, queijo coalho, pimenta de cheiro com batata canoa.

Bombons da La Dolceta são feitos com a cachaça de jambu – Crédito: Divulgação

Bombom de cachaça de jambu – O jambu é típico da Amazônia e traz uma sensação de dormência nos lábios. Na La Dolceta, doceria erótica localizada no Recife, a cachaça feita com a planta é misturada ao leite condensado e usado como recheio das trufas de chocolate, ficando bem cremoso. Mayra Alves, sócia da doceria, conta que os sabores se complementam e o doce tem sido um dos mais pedidos da loja. Os bombons saem por R$ 5, com oito unidades.

O doce e a bebida mais populares do Brasil se unem na Sniff – Crédito: Imagem ilustrativa/Reprodução/Instagram

Brigadeiro – Se a cachaça é a bebida mais brasileira, o brigadeiro ocupa o posto de doce mais brasileiro. Então, nada mais óbvio que juntar os dois sabores. A Sniff Brigaderia oferece o brigadeiro de cachaça Santa Dose, coberto com chocolate ao leite. A delícia só sai por encomenda e custa R$ 2,20, a unidade.

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