Entrevista: Joanna Maranhão fala da experiência do Dancing Brasil e das competições este ano

Joanna Maranhão participa da terceira temporada do Dancing Brasil – Crédito: Record TV/Divulgação

A nadadora pernambucana Joanna Maranhão é uma das participantes da terceira temporada do Dancing Brasil, reality musical comandado por Xuxa Meneghel na Record TV. Com estreia marcada para o dia 17 de janeiro, o programa de dança reúne nomes como Bárbara Evans, Bárbara Borges, Rodrigo Capella, Douglas Sampaio, Acelino ‘Popó’ Freitas, Sebá, Isabel Fillardis, Marina Elali, Hylka Maria, Diogo Sales, Eduardo Pelizzari, Raissa Santana, Geovanna Tominaga e Bruno Chateaubriand.

Joanna já havia sido convidada para as duas primeiras temporadas do programa mas, por conta da rotina de treinos, não pode participar. Apesar de não ter contato com a dança, a nadadora sempre admirou a arte. “Eu sempre adorei ver espetáculos e programas onde as pessoas estão dançando. Em filmes musicais, é o que eu mais gosto. É um sonho de criança que, agora, com 30 anos eu tenho a chance de realizar”, contou ao Blog João Alberto.

Confira a entrevista completa com Joanna Maranhão, onde ela falou sobre sua participação no Dancing Brasil, a rotina de treinos e o nervosismo em conhecer a Rainha dos Baixinhos.


Como surgiu o convite para participar do programa?

Eu tinha sido chamada para a primeira edição e também para a segunda. Mas eram períodos em que eu estava treinando para o Troféu Maria Lenk e depois especificamente para o Mundial de Esportes Aquáticos. E eu até pensei que desta vez não iriam me chamar, mas chamaram. Apesar de eu não ter experiência nenhuma em dança, é uma coisa que eu gosto muito. E está sendo muito desafiador para mim, descobrir como movimentar meu corpo de forma fluida, e não mecânica. E eu acho que o processo vai ser muito engraçado também. Eu sou movida a desafios, eu gosto disso.

Como estão sendo os ensaios?

Já começaram há mais ou menos um mês. A primeira semana foi um workshop, com todo o elenco e dançarinos, onde eles viram quem melhor se encaixaria com quem. Eu ainda não posso falar quem será meu professor, só no dia 17. Mas é uma pessoa especial demais, eu torci muito para ser ele. No dia 5, gravamos a vinheta e agora temos mais uma semana de dança. No dia 17, já é a primeira apresentação.


Como está fazendo para unir a rotina de treinos com o programa?

Nesse segundo semestre de 2017, depois do Mundial, eu dei uma diminuída nos treinos. Agora, de manhã, eu treino um período na água – às vezes de 6h da manhã – e depois ensaio de tarde. São quatro horas ensaio e depois eu treino a parte física. Eu fico exausta, muito cansada, às 20h eu já quero dormir. Mas é uma questão de adaptação. Estou ensaiando no Rio de Janeiro e treinando no Parque Aquático Maria Lenk e na academia onde ensaiamos tem uma piscina de 25 metros que eu também uso.


Você acredita que ser atleta vai ajudar ou dificultar seu desempenho no programa?

Eu acho que sendo uma nadadora e desengonçada fora da água como eu sou, não vai ajudar absolutamente nada. Mas a questão de ser atleta me deixa muito disciplinada. Se são quatro horas de ensaio, eu ensaio as quatro horas ou até um pouquinho mais. Às vezes, eu estou fazendo o passo certo, mas tem a questão da expressão, do olhar que preciso melhorar. O meu cansaço é mais mental do que físico. A vantagem é que eu tenho persistência. Mas, por exemplo, a Jade [Barbosa, participante da primeira temporada] e a Jaque [Carvalho, na segunda temporada] têm uma movimentação diferente da minha. A Jade na ginástica tinha movimentos mais parecidos com a dança… Então também depende muito de qual é a modalidade do atleta.


Qual é a sua relação com a dança?

Eu tenho muita admiração. Eu fiz ginástica rítmica quando eu era criança, mas como a natação já era uma coisa muito séria para mim desde os 6 anos, isso ficou um pouco de lado. Mas eu sempre adorei ver espetáculos e programas onde as pessoas estão dançando. Filmes musicais é o que eu mais gosto. É um sonho de criança que, agora, com 30 anos eu tenho a chance de realizar.


Você se filiou ao PSOL e existem boatos que você iria se candidatar nas eleições deste ano.

Isso é boato! O pessoal pede para que eu me candidate, mas isso nunca esteve nos meus planos. Meu envolvimento político é no intuito de proporcionar aos outros as chances que eu tive. Mas não preciso me candidatar. Projetos sociais também são uma forma de combater a desigualdade.


Como serão seus treinos e as competições de natação para este ano?

Este é um ano um pouco diferente, não tem nenhum mundial. Só o de piscina curta, mas não invisto muito nisso. Mas temos o Pan-Pacífico, em agosto. Então, assim que acabar o programa eu retorno para nadar. Existe um ganho quando você faz exercícios que não sejam só a natação. A memória muscular da natação eu treino na piscina, de manhã. Mas estou trabalhando outras coisas. Assim, quando eu voltar, vou estar mais arejada.


Como é a questão de trabalhar com a Xuxa? Há um nervosismo em conhecer um ídolo da infância?

Eu ainda não a encontrei e eu até pedi para a produção para conhecê-la antes da estreia. Eu já vou ficar nervosa demais por me apresentar ao vivo, e ainda mais se só fosse conhecê-la lá na hora. As pessoas ficam rindo, porque todo o pessoal do elenco é famoso e já a conhece. Mas eu digo ‘gente, é sério. Eu preciso conhecê-la antes. Tocá-la, ver se ela é real’. E eles riem. Mas eu espero que possa conhecê-la na terça-feira, antes da estreia, no ensaio geral no estúdio.

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