“Iniciativas solidárias podem ser um forte caminho para a cidadania”, afirma Fábio Silva, da ONG Novo Jeito
jun10

“Iniciativas solidárias podem ser um forte caminho para a cidadania”, afirma Fábio Silva, da ONG Novo Jeito

Fábio Silva se tornou uma referência em termos de voluntariado e ações sociais no Recife e no Brasil. O empreendedor é o responsável pela ONG Novo Jeito, pela plataforma Transforma Recife e pelo Porto Social. Tudo isso começou em 2010, quando as cidades da Mata Sul de Pernambuco foram atingidas por uma grande cheia. Tocado pela tragédia, Fábio mobilizou amigos para arrecadar colchões para a população atingida e, a partir daí, a Novo Jeito nasceu. Hoje, a ONG trabalha com diversas ações em hospitais, abrigos, áreas de risco do sertão nordestino, creches e vários outros espaços. A Novo Jeito também é a responsável pela ação MaisAmor que acontece no último dia de cada ano, distribuindo flores e abraços pelas ruas do Recife e em mais 20 cidades do país. A partir daí, Fábio começou a se engajar ainda mais nos movimentos sociais. O Porto Social surgiu “para ajudar quem ajuda os outros”, como uma incubadora de projetos sociais. No Porto, os empreendedores sociais podem criar um plano de gestão e desenvolver melhor seus projetos, através de mentorias, cursos, coworking e dias de imersão. Já o Transforma Recife une instituições e voluntários, somando mais de 715 mil horas de trabalhos voluntários. Sete anos depois da primeira ação da Novo Jeito, as cidades da Mata Sul de Pernambuco foram novamente atingidas por fortes chuvas. E, mais uma vez, a ONG se mobilizou para arrecadar doações para as famílias desabrigadas. Este ano, em 10 dias, já foram recebidas mais de 200 toneladas de donativos, entre roupas, alimentos e água. Mais de 2 mil voluntários se engajaram na ação. Em entrevista para o Blog João Alberto, Fábio Silva contou sobre as ações para ajudar os atingidos pelas chuvas, o trabalho do Porto Social e a importância do voluntariado na sociedade. Confira: Como foi a ação de ajuda aos atingidos pelas últimas chuvas através do Porto e da Novo Jeito? Começamos a mobilizar nossos voluntários ainda no domingo, dia 28, pela manhã, quando começaram a chegar as informações sobre os estragos provocados pelas chuvas. Esse assunto nos mobilizou rapidamente porque foi exatamente numa situação parecida que a ONG Novo Jeito nasceu. Em Junho de 2010, durante a última cheia que atingiu as cidades da Mata Sul, um grupo de amigos se mobilizou para arrecadar colchões, água e alimentos. Desta vez, a mobilização foi mais rápida e, no mesmo dia, anunciamos nossos postos de coleta e centenas de voluntários se dispuseram a ajudar. Qual é o papel do Porto Social e da Novo Jeito na sociedade? Gerar gentileza e solidariedade. Não foi o povo da Mata Sul que foi atingido pelas cheias. Foi o nosso...

Costanza Pascolato sobre a moda: “O essencial é saber quem você é”
maio27

Costanza Pascolato sobre a moda: “O essencial é saber quem você é”

Seu estilo é inconfundível: calça capri e camiseta em tons de preto e branco, casaco ou blazer, um sapato baixo e uma pequena bolsa à tira-colo, acompanhados dos cabelos presos, delineado nos olhos e os grandes óculos escuros em degradê. Aos 77 anos, Costanza Pascolato é um dos nomes mais conhecidos e reconhecidos da moda brasileira, tendo ganho o título de “papisa da moda”. Nascida na Itália com o nome completo de Costanza Maria Teresa Ida Clotilde Pallavicini Pascolato, sua história com a moda começou com seu pai, Michele Pascolato, que fundou uma fábrica de tecidos em 1948, a Santaconstancia, onde trabalha até hoje. A família chegou ao Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Paulo. Nos anos 1970, após o fim do primeiro casamento, Costanza começou sua carreira como editora e consultora da revista Cláudia, onde trabalhou durante 17 anos. A consultora e empresária foi casada três vezes e tem duas filhas Consuelo – que também é blogueira e consultora de moda – e Alessandra, além de um casal de netos. O grande anel de caveira que Costanza usa, inclusive, foi presente do neto Cosimo. Com uma rotina de trabalho intensa, Costanza demora duas horas para se arrumar todos os dias. Já escreveu três livros, o primeiro O Essencial, lançado em 1999, foi reeditado há três anos, atualizando a publicação para a era da internet e das redes sociais. “Na moda, tal qual na vida, o essencial é saber quem você é para decidir, seja a partir de valores pessoais ou de roupas, como você quer se colocar no mundo”, afirma Costanza. Em entrevista para o Blog João Alberto, a “papisa da moda” falou de suas impressões com a moda atual, tendências e o que é imprescindível para não se tornar uma “vítima” da moda. Qual a importância que a moda tem em nosso dia a dia? É uma importância vital. Principalmente, porque com a vida digital e o excesso de imagens que ela produz, a moda se consolida como a mais legítima expressão de personalidade e de liberdade que alguém pode ter, desejar ou conquistar. Seu novo livro se chama O Essencial. Para você, o que seria  essencial na moda? O Essencial é uma reedição, lançada há três anos do livro que publiquei originalmente no final da década de 1990. A ideia era atualizá-lo, levando em conta a importância crescente e determinante da internet e dos novos tempos digitais na moda e na vida. Além de darmos uma “cara nova” ao livro, com uma linguagem visual mais adequada aos tempos atuais, acrescentamos conteúdo e mantivemos questões intemporais relacionadas à maneira como nos vestimos ou como lidamos com nossa aparência....

Startup pernambucana atinge 55 milhões de usuários na internet
abr29

Startup pernambucana atinge 55 milhões de usuários na internet

André Ferraz, de 25 anos, é o CEO e co-fundador da In Loco, uma startup pernambucana que já atinge 55 milhões de usuários na internet. A empresa foi fundada em 2011 nos corredores da Universidade Federal de Pernambuco e tem como objetivo criar uma plataforma de computação ubíqua, baseada na onipresença da tecnologia e conectividade. A startup, incubada no Porto Digital, criou uma tecnologia exclusiva que usa os dados de geolocalização dos smartphones para mostrar anúncios publicitários específicos e personalizados, no momento mais propício para o consumidor (ou seja, todos nós). André toca a empresa com outros sete sócios e co-fundadores, todos com idade entre 26 e 34 anos. Hoje, a In Loco Media conta ainda com uma equipe de mais de 100 pessoas e escritórios em São Paulo e no Recife. Já são mais de 600 aplicativos parceiros, gerando mais de 5 bilhões de impressões por mês. A tecnologia, inclusive, já foi utilizada por multinacionais como Coca-Cola, Fiat e LG. Mas, você deve estar se perguntando: o que seria computação ubíqua? Significa que a computação estará tão presente em nosso dia-a-dia que vai se tornar imperceptível. Imagine só chegar em um aeroporto e o aplicativo da companhia aérea abrir automaticamente e indicar a hora e para qual portão de embarque deveríamos seguir. E se o aplicativo do internet banking abrisse no momento em que você entra no banco? Parece um futuro distante? Segundo André, isso já está começando a tomar forma, em situações mais simples, como lâmpadas com sensores de presença, os wearables (como os relógios inteligentes) e a forma na qual a In Loco desenvolve. O grande objetivo da empresa é desenvolver uma plataforma que possa prever as necessidades do consumidor, construindo uma rede de geolocalização onde outras empresas, de várias áreas, possam se conectar e oferecer serviços de acordo com a localização do usuário. Por exemplo: um ar-condicionado poderia regular a temperatura simplesmente quando uma pessoa se aproxima dele, porque a empresa já saberia suas preferências. Dá para imaginar? A empresa pernambucana cresce a cada dia e já conquistou diversos prêmios internacionais, como o Cannes Lions Innovation, quando foi eleita uma das 10 startups mais promissoras do mercado publicitário internacional em 2015. Este ano, eles foram selecionados para a rede Empreendedores Endeavor e assumiram a missão de inspirar outros empreendedores de todo o mundo. Conversamos com André sobre a startup, como funciona a tecnologia que impacta toda a sociedade e planos para o futuro da empresa. Confira o bate-papo completo: Como e quando surgiu a ideia de criar a In Loco Media? A In Loco surgiu da disciplina Projeto de Desenvolvimento, ministrada no curso de Ciência da Computação do Centro de Informática da...

Wesley Safadão fala sobre show em prol do IMIP: “Ajudar o próximo deveria ser uma regra”
abr26

Wesley Safadão fala sobre show em prol do IMIP: “Ajudar o próximo deveria ser uma regra”

Wesley Safadão, um dos maiores fenômenos da música brasileira, estará nesta quinta-feira no Recife para um show beneficente em prol do Instituto de Medicina Integrada Professor Fernando Figueira – IMIP. O cantor vai se apresentar de forma mais intimista, acompanhado de sua banda, no Teatro Guararapes. Safadão está preparando um repertório que passe por todos os seus 14 anos de carreira, prometendo muita alegria para os convidados. Esta não é a primeira vez que o cantor está ligado à instituição pernambucana. No ano passado, ele visitou de surpresa um fã, de 11 anos, que estava internado na UTI pediátrica do local. O cantor afirma que “ajudar o próximo deveria ser uma regra para todos” e está sempre tentando fazer sua parte. O retorno de Safadão ao Recife, após a apresentação desta quinta-feira, não vai demorar. Daqui, ele segue para Garanhuns e Fortaleza, e volta para a capital pernambucana  no domingo, para apresentar a festa Vai Safadão, no Centro de Convenções. O evento traz todo um conceito diferente, com o cantor puxando um trio elétrico. Marcia Fellipe, que grava seu novo DVD, e Léo Santana também estão na programação. O Blog João Alberto conversou com Wesley Safadão antes de desembarcar na cidade para falar sobre a gravação de seu novo DVD em Miami, no início do mês, a repercussão do seu corte de cabelo, novos projetos e sua rotina com a família. Confira o bate-papo: Quando gravou o DVD em Miami disse que era o começo de uma nova fase. Como​ está esse novo momento? Está sendo maravilhoso, só tenho a agradecer a Deus por tantos sonhos realizados e a família linda que Ele me deu. Você vai se apresentar essa semana no Recife para um show beneficente. Qual a importância de um show deste tipo? Ajudar o próximo deveria ser uma regra para todos e não apenas um gesto isolado. Acredito que temos que fazer nossa parte! Amo o que eu faço e quando é em prol do outro, me satisfaz ainda mais e agradeço a Deus por essa oportunidade. Qual é o grande diferencial de uma festa como a Vai Safadão? A nossa energia. Aqui não tem tempo ruim. Se a pessoa chegou triste no show, tenho certeza que vai voltar feliz e cantando nossas músicas. Tentamos ao máximo arrancar sorrisos, levantar a galera e tirar da cabeça os problemas. Meu show é para se divertir. O selo “Garota Safada” tem muitas outras festas. Qual é a característica de cada uma? Temos o Garota VIP, o Bloco Vai Safadão, o Garota White, e por aí vai. Cada um tem uma característica, mas todos com a mesma proposta: de ser uma...

Carlos Augusto Lira se reinventa na decoração do Carnaval deste ano
fev22

Carlos Augusto Lira se reinventa na decoração do Carnaval deste ano

O arquiteto Carlos Augusto Lira monta a cenografia e identidade visual do carnaval do Recife há 16 anos. Já passou por temas e homenageados como Ariano Suassuna, Zé Claudio, Alceu Valença. Este ano, se reinventou e buscou na arte de rua o conceito para a decoração. Ele conversou com a equipe do blog sobre as novidades do carnaval, suas experiências e como se renova a cada ano. Confira: Como surgiu a ideia da decoração do carnaval deste ano? No ano passado, a primeira-dama Cristina Mello falou comigo pedindo que eu me reinventasse na decoração do carnaval. Queria que eu desse a “cara” da gestão da prefeitura, que buscasse a arte urbana. Eu adorei! Então fomos pesquisar os grafiteiros. Eu fiz uma lista, Cristina sugeriu nomes também e chegamos a um consenso, junto com a Nuvem Produções. Todos os artistas foram muito acessíveis, sem estrelismo, toparam participar. Isso abriu uma janela para muita gente mostrar o trabalho, suas técnicas e de desenvolver sua arte. Eu fiquei muito satisfeito, foi uma grande mudança e muito importante pra mim. Foi um aprendizado. Quanto tempo durou a preparação da cenografia para o carnaval? O que mais demorou foi a organização do projeto, preparar os locais dos painéis, dar as tintas para os artistas. Depois que eles começaram foi tudo rápido. Começamos em novembro e em 15 de dezembro já estava com quase tudo pronto para trabalhar com as fotos e as impressões. Como será feita a decoração? Por ser feito no sítio histórico da cidade, a gente fica um pouco engessado, porque não pode mexer na arquitetura do lugar. Então, os grafiteiros fizeram painéis em outros lugares da cidade, como o Compaz do Cordeiro, onde eles podem ficar permanentemente. Após 16 anos na cenografia do carnaval, como você se reinventa? Eu tenho 69 anos e estou sempre buscando aprender. Eu aprendo com as pessoas. É preciso ser aberto, não pode ser engessado. Eu trabalho com arquitetura há 45 anos e há mais de 30 meus clientes já diziam que eu era “um arquiteto que ouve”. Então você não pode ser irredutível em sua profissão. É duro se reinventar, mas é preciso colocar “a cabeça para moer”, como foi o caso agora com o grafite. Além, é claro, de toda a equipe da prefeitura, os arquitetos que trabalham comigo, o designer, minha filha que trabalhou comigo por 10 anos… Todos me ajudam. E os jovens também, eu aprendo muito com os jovens, com meus netos. E após trabalhar para o Carnaval, como aproveita os dias de folia? Eu fui chamado por Almir Rouche para subir no trio este ano, mas acho que não vou,...

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