“Temos quatro novos destinos para o estado”, disse o presidente da Azul, Antonoaldo Neves
jul15

“Temos quatro novos destinos para o estado”, disse o presidente da Azul, Antonoaldo Neves

Durante sua recente passagem por Fernando de Noronha, no último fim de semana, conversamos com Antonoaldo Neves, presidente da Azul Linhas Aéreas, que exerce o cargo com maestria há três anos. Ele desembarcou na ilha com a esposa Marianna e os filhos para participar da comemoração da Atalaia Receptivo – que atua há 25 anos na ilha -, incluindo jantar no Cacimba Bistrô e passeio na embarcação NAVI. Aproveitamos para bater um papo sobre o hub da companhia no Nordeste, tarifas e até mesmo as características dos passageiros pernambucanos. Neves começou sua carreira na Odebrecht, acumula no currículo dez anos de experiência na McKinsey, onde foi sócio. Após o estudo da consultoria sobre o setor aéreo, ele foi nomeado pela Secretaria de Aviação Civil como membro do conselho da Infraero entre 2011 e 2012. Desde 2012, o empresário David Neeleman, fundador da Azul, acumulava os cargos de presidente e CEO da companhia, e hoje se divide entre Brasil e Estados Unidos. Confira o bate-papo exclusivo: Como você avalia o período de um ano de hub da Azul no Recife? Está um sucesso, estamos muito felizes. Temos, em média, 42 operações. Antes, tínhamos menos de 20. Virou um hub mesmo. Quando estive aqui há um ano atrás, eu dizia que não sabia se ia virar um hub de fato. Hoje, posso dizer que a Azul tem um hub no Recife. Hoje, aproximadamente 50% dos clientes que passam na Azul pelo Recife estão conectando.  Está funcionando o hub, tanto que o voo para Orlando está indo superbem, com quatro saídas por semana e estamos avaliando se vamos mantê-los durante todo o ano. Ainda não está decidido, mas Orlando está tendo uma conectividade enorme. Tem gente vindo de Salvador, Maceió, João Pessoa, Fortaleza e até de São Paulo para pegar o voo no Recife. Felizmente, o acordo que a gente fez de ICMS com o governo foi um sucesso. Se provou realmente o que a gente falou que ia acontecer, então, no final a arrecadação aumenta, porque o turismo cresce e a arrecadação de outros tributos no próprio aeroporto também. Quais os próximos destinos analisados com saída do Recife? Estamos vendo isso o tempo inteiro. Jericoacoara já está na mídia (Leia aqui).Tem mais coisa que a gente está olhando, avaliando com o governo, mas não quero ficar especulando. Temos quatro novos destinos para o estado, sendo um deles para Serra Talhada. Como você avalia as características dos passageiros pernambucanos? Não dá para dizer que tem alguma peculiaridade. Metade dos nossos passageiros não é pernambucano. Está conectando de outros estados e isso que é a beleza do hub: ter conectividade. Com isso, a...

Jailson Marcos é respiro de autenticidade na moda: “Prefiro fazer diferente”
jun24

Jailson Marcos é respiro de autenticidade na moda: “Prefiro fazer diferente”

Jailson Marcos nasceu em Santana do Norte, no Rio Grande do Norte, mas foi no Recife que ele se tornou artesão, sapateiro e designer – uma referência na moda autoral brasileira aos 54 anos. Seus sapatos chamam atenção pelas formas, cores, recortes e design único. Quem conhecer um sapato de Jailson, com certeza irá reconhecer outro em qualquer lugar do mundo.  O designer criou uma identidade própria, com destaque para a parte da frente dos sapatos, que o torna totalmente icônico. A sandália rasteira em que o cabedal (a parte da frente) cobre o dedo já é um clássico. Depois de mais de 20 anos de trabalho, Jailson se divide entre o ateliê e suas duas lojas, uma no Recife e outra no Rio de Janeiro. Carlinhos Brown, Arlindo Grund, Caio Braz, Elba Ramalho, Lilian Pacce e várias outras personalidades já se encantaram pelas criações do pernambucano. No Recife, ele ainda comanda um ateliê na Torre, onde recebe pedidos de clientes para criações sob medida, com ajuda de oito artesãos. “Eu criei uma identidade por causa do diferencial de formas, pela minha paixão pelo artesanato. Minhas primeiras matérias-primas eu comprava no Mercado de São José e nessas pesquisas eu vi as sandálias sertanejas, clássicas e nordestinas”, explicou o designer. Ao telefone, conversamos com o sapateiro sobre sua história – que começou com as vendas na Pracinha de Boa Viagem – coleções, projetos e novidades para o universo fashion. Confira: Como começou sua carreira como designer de sapatos? Eu sempre me interessei por arte, moda e arquitetura. Desde criança, meu sonho era ser arquiteto. Mas a vida acabou me levando para outro lado e, até meus 30 anos, fui funcionário público, trabalhei em empresa multinacional em Natal. Mas eu sempre fui muito insatisfeito. Então, decidi fazer faculdade e entrei em Educação Artística, mas continuei insatisfeito com o mercado. Pedi demissão e vim para o Recife. Aqui, eu não consegui continuar meu curso e voltei a trabalhar em multinacionais. Um dia, fui demitido e parti para São Paulo. Foi lá que eu conheci um argentino que me ensinou a fazer um sapato, de cara, eu disse: “É isso que eu quero” e me joguei. Comecei a aprender a costurar, montar, cortar… Nos anos 1990, eu participei do Mercado Pop, um evento que aconteceu no Recife, reunindo arte, moda e cinema. Foi nessa época que eu comecei a experimentar coisas mais alternativas nas formas e materiais. Não tinha dinheiro para investir, mas meu desejo de criar era tão grande que eu acabei fazendo uma coleção de papel maché. Acredito e exercito muito o “fazer”. Me vejo como um criador e é o que eu gosto de fazer. Com o tempo, você tem a felicidade de ver seu trabalho reconhecido e, por isso, comecei  a pesquisar mais,...

“Iniciativas solidárias podem ser um forte caminho para a cidadania”, afirma Fábio Silva, da ONG Novo Jeito
jun10

“Iniciativas solidárias podem ser um forte caminho para a cidadania”, afirma Fábio Silva, da ONG Novo Jeito

Fábio Silva se tornou uma referência em termos de voluntariado e ações sociais no Recife e no Brasil. O empreendedor é o responsável pela ONG Novo Jeito, pela plataforma Transforma Recife e pelo Porto Social. Tudo isso começou em 2010, quando as cidades da Mata Sul de Pernambuco foram atingidas por uma grande cheia. Tocado pela tragédia, Fábio mobilizou amigos para arrecadar colchões para a população atingida e, a partir daí, a Novo Jeito nasceu. Hoje, a ONG trabalha com diversas ações em hospitais, abrigos, áreas de risco do sertão nordestino, creches e vários outros espaços. A Novo Jeito também é a responsável pela ação MaisAmor que acontece no último dia de cada ano, distribuindo flores e abraços pelas ruas do Recife e em mais 20 cidades do país. A partir daí, Fábio começou a se engajar ainda mais nos movimentos sociais. O Porto Social surgiu “para ajudar quem ajuda os outros”, como uma incubadora de projetos sociais. No Porto, os empreendedores sociais podem criar um plano de gestão e desenvolver melhor seus projetos, através de mentorias, cursos, coworking e dias de imersão. Já o Transforma Recife une instituições e voluntários, somando mais de 715 mil horas de trabalhos voluntários. Sete anos depois da primeira ação da Novo Jeito, as cidades da Mata Sul de Pernambuco foram novamente atingidas por fortes chuvas. E, mais uma vez, a ONG se mobilizou para arrecadar doações para as famílias desabrigadas. Este ano, em 10 dias, já foram recebidas mais de 200 toneladas de donativos, entre roupas, alimentos e água. Mais de 2 mil voluntários se engajaram na ação. Em entrevista para o Blog João Alberto, Fábio Silva contou sobre as ações para ajudar os atingidos pelas chuvas, o trabalho do Porto Social e a importância do voluntariado na sociedade. Confira: Como foi a ação de ajuda aos atingidos pelas últimas chuvas através do Porto e da Novo Jeito? Começamos a mobilizar nossos voluntários ainda no domingo, dia 28, pela manhã, quando começaram a chegar as informações sobre os estragos provocados pelas chuvas. Esse assunto nos mobilizou rapidamente porque foi exatamente numa situação parecida que a ONG Novo Jeito nasceu. Em Junho de 2010, durante a última cheia que atingiu as cidades da Mata Sul, um grupo de amigos se mobilizou para arrecadar colchões, água e alimentos. Desta vez, a mobilização foi mais rápida e, no mesmo dia, anunciamos nossos postos de coleta e centenas de voluntários se dispuseram a ajudar. Qual é o papel do Porto Social e da Novo Jeito na sociedade? Gerar gentileza e solidariedade. Não foi o povo da Mata Sul que foi atingido pelas cheias. Foi o nosso...

Costanza Pascolato sobre a moda: “O essencial é saber quem você é”
maio27

Costanza Pascolato sobre a moda: “O essencial é saber quem você é”

Seu estilo é inconfundível: calça capri e camiseta em tons de preto e branco, casaco ou blazer, um sapato baixo e uma pequena bolsa à tira-colo, acompanhados dos cabelos presos, delineado nos olhos e os grandes óculos escuros em degradê. Aos 77 anos, Costanza Pascolato é um dos nomes mais conhecidos e reconhecidos da moda brasileira, tendo ganho o título de “papisa da moda”. Nascida na Itália com o nome completo de Costanza Maria Teresa Ida Clotilde Pallavicini Pascolato, sua história com a moda começou com seu pai, Michele Pascolato, que fundou uma fábrica de tecidos em 1948, a Santaconstancia, onde trabalha até hoje. A família chegou ao Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Paulo. Nos anos 1970, após o fim do primeiro casamento, Costanza começou sua carreira como editora e consultora da revista Cláudia, onde trabalhou durante 17 anos. A consultora e empresária foi casada três vezes e tem duas filhas Consuelo – que também é blogueira e consultora de moda – e Alessandra, além de um casal de netos. O grande anel de caveira que Costanza usa, inclusive, foi presente do neto Cosimo. Com uma rotina de trabalho intensa, Costanza demora duas horas para se arrumar todos os dias. Já escreveu três livros, o primeiro O Essencial, lançado em 1999, foi reeditado há três anos, atualizando a publicação para a era da internet e das redes sociais. “Na moda, tal qual na vida, o essencial é saber quem você é para decidir, seja a partir de valores pessoais ou de roupas, como você quer se colocar no mundo”, afirma Costanza. Em entrevista para o Blog João Alberto, a “papisa da moda” falou de suas impressões com a moda atual, tendências e o que é imprescindível para não se tornar uma “vítima” da moda. Qual a importância que a moda tem em nosso dia a dia? É uma importância vital. Principalmente, porque com a vida digital e o excesso de imagens que ela produz, a moda se consolida como a mais legítima expressão de personalidade e de liberdade que alguém pode ter, desejar ou conquistar. Seu novo livro se chama O Essencial. Para você, o que seria  essencial na moda? O Essencial é uma reedição, lançada há três anos do livro que publiquei originalmente no final da década de 1990. A ideia era atualizá-lo, levando em conta a importância crescente e determinante da internet e dos novos tempos digitais na moda e na vida. Além de darmos uma “cara nova” ao livro, com uma linguagem visual mais adequada aos tempos atuais, acrescentamos conteúdo e mantivemos questões intemporais relacionadas à maneira como nos vestimos ou como lidamos com nossa aparência....

Startup pernambucana atinge 55 milhões de usuários na internet
abr29

Startup pernambucana atinge 55 milhões de usuários na internet

André Ferraz, de 25 anos, é o CEO e co-fundador da In Loco, uma startup pernambucana que já atinge 55 milhões de usuários na internet. A empresa foi fundada em 2011 nos corredores da Universidade Federal de Pernambuco e tem como objetivo criar uma plataforma de computação ubíqua, baseada na onipresença da tecnologia e conectividade. A startup, incubada no Porto Digital, criou uma tecnologia exclusiva que usa os dados de geolocalização dos smartphones para mostrar anúncios publicitários específicos e personalizados, no momento mais propício para o consumidor (ou seja, todos nós). André toca a empresa com outros sete sócios e co-fundadores, todos com idade entre 26 e 34 anos. Hoje, a In Loco Media conta ainda com uma equipe de mais de 100 pessoas e escritórios em São Paulo e no Recife. Já são mais de 600 aplicativos parceiros, gerando mais de 5 bilhões de impressões por mês. A tecnologia, inclusive, já foi utilizada por multinacionais como Coca-Cola, Fiat e LG. Mas, você deve estar se perguntando: o que seria computação ubíqua? Significa que a computação estará tão presente em nosso dia-a-dia que vai se tornar imperceptível. Imagine só chegar em um aeroporto e o aplicativo da companhia aérea abrir automaticamente e indicar a hora e para qual portão de embarque deveríamos seguir. E se o aplicativo do internet banking abrisse no momento em que você entra no banco? Parece um futuro distante? Segundo André, isso já está começando a tomar forma, em situações mais simples, como lâmpadas com sensores de presença, os wearables (como os relógios inteligentes) e a forma na qual a In Loco desenvolve. O grande objetivo da empresa é desenvolver uma plataforma que possa prever as necessidades do consumidor, construindo uma rede de geolocalização onde outras empresas, de várias áreas, possam se conectar e oferecer serviços de acordo com a localização do usuário. Por exemplo: um ar-condicionado poderia regular a temperatura simplesmente quando uma pessoa se aproxima dele, porque a empresa já saberia suas preferências. Dá para imaginar? A empresa pernambucana cresce a cada dia e já conquistou diversos prêmios internacionais, como o Cannes Lions Innovation, quando foi eleita uma das 10 startups mais promissoras do mercado publicitário internacional em 2015. Este ano, eles foram selecionados para a rede Empreendedores Endeavor e assumiram a missão de inspirar outros empreendedores de todo o mundo. Conversamos com André sobre a startup, como funciona a tecnologia que impacta toda a sociedade e planos para o futuro da empresa. Confira o bate-papo completo: Como e quando surgiu a ideia de criar a In Loco Media? A In Loco surgiu da disciplina Projeto de Desenvolvimento, ministrada no curso de Ciência da Computação do Centro de Informática da...

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