Marco Zero delira com Lulu Santos e Lenine
Não foi somente a presença de Lulu Santos, Lenine ou nenhum outro famoso que coroou a segunda noite de carnaval no Marco Zero, mas sim uma ausência muitíssimo comemorada pelos foliões: quase nenhuma chuva por hoje. Um leve chuvisco aqui, outro ali, mas nada que exigisse sequer guarda-chuva, ao contrário do aguaceiro que se via ontem pelo Recife. Debaixo de um céu aberto – sem estrelas, porém sem nuvens – o público lotou todo o pátio do Marco Zero e suas vias secundárias quando o esperado Lulu subia ao palco, por volta da meia-noite.
A essa altura, os que estavam lá desde as 22h já haviam curtido Claudionor Germano, a Orquestra Popular do Recife e a Orquestra Contemporânea de Olinda, que colocou frevo no pé e na voz dos mais carnavalescos. E foi ao som de Deixa Isso Pra Lá que Lulu Santos mostrou sua cara ao Recife, que não o via desde o Circuito Cultural Banco do Brasil, no início do ano. Confira a entrada do cantor em cena e veja seu rebolado bem pertinho de nossa câmera:
Hits como Toda Forma de Amor, Um Certo Alguém, Apenas Mais Uma de Amor e Tempos Modernos compartilharam – e multiplicaram, por assim dizer – o ápice da noite. Vozes dos quatro cantos diante do dragão gigante de José Cláudio entoavam os sucessos de Lulu junto com ele. O cara fez bonito e pediu até pela avaliação sincera do público enquanto ensaiava uns passinhos de baião cantando Tudo Azul, remixada com batidas de Asa Branca.
Da plateia, ex-BBBs e algumas celebridades conferiam o show com todo o pique. Maria Melilo, por exemplo, esticou a folia desde a manhã de Zé Pereira, quando marcou presença no Galo da Madrugada. Haja folêgo – e paciência para a tietagem.
Quem também circulava por lá era a atriz Mayana Neiva, que viveu a famosa Desireé nas telinhas. Confira:
Ao contrário da sister, alguns rostos se ausentaram da noite no Marco Zero. Entre eles o prefeito João da Costa, que só deve comparecer ao pólo na noite deste domingo, já que o sábado foi dedicado mesmo ao desfile do Galo. No camarote oficial do evento, porém, a festa seguiu sem ele, com direito a buffet, vista privilegiada dos shows e até espaço para a mulherada arrumar o cabelo. Parecido com o espaço localizado na Central do Carnaval, mas um pouco mais exclusivo. De lá, a visão que se tinha do palco dava a dimensão do acontecimento.
E o relógio marcava algo em torno das 2h da madrugada quando Lenine substituiu Lulu Santos e assumiu o comando do show. Em companhia especial, o cantor recebeu no palco Pedro Luís e a Parede e deu início a uma sequência de clássicos que tirou da garganta dos foliões o coro que ontem, debaixo de chuva, mal se podia ouvir. Jack Soul Brasileiro, Sol e Chuva (cantada por Lenine no tributo a Alceu Valença), Leão do Norte… e assim por diante. Às 4h da matina a festa ainda não dava sinais de ter fim.
Enquanto isso… os que já se organizavam para retornar às suas casas padeciam do mesmo velho mal: táxis. Muitos deles estavam estacionados junto ao Cais do Apolo, mas os motoristas ainda insistem em selecionar a corrida que farão – e se farão, pois caso o percurso não lhes pareça compensador, eles simplesmente se negam a fazê-lo.







