Boate disputada em sábado de Noite Preta
No primeiro sábado deste mês de março, a cantora Preta Gil desembarcou mais uma vez no Recife para apresentar aos pernambucanos sua tão famosa Noite Preta. E, apesar dos poucos dias de divulgação do evento – anunciado na última semana – e da boa oferta de shows na cidade numa mesma noite (Frejat na Downtown e Roberta Sá no Teatro da UFPE), a boate ficou lotada.
O Dona Carolina, em Boa Viagem, foi o local escolhido para a festa, que teve início com a DJ Cláudia Soul, seguida de Preta Gil e encerrada pela banda Samba de Luxo. As portas foram abertas desde as 21h, mas em torno das 23h ainda havia fila no acesso à casa, já que neste horário é que as pessoas realmente começavam a chegar. E eis que, à meia-noite, já não havia muito espaço para circular. O lance foi permanecer onde se estava e garantir logo um lugar junto ao palco.
Conforme o relógio corria, mais pessoas se aglomeravam em torno do cercado destinado ao show. Qualquer tentativa de aproximação dos que estavam em outras áreas da boate era logo desencorajada por empurrões e travadas do próprio público. Quem estava perto do palco não abria sequer passagem. Enquanto isso, os seguranças protegiam os camarotes. Boa parte dos presentes preferiu se recolher dançando ao redor de suas mesas, um pouco mais distantes, ao invés de arriscar uns passinhos e pisadas de pé para perto da Preta.
Ela, Preta Gil, por sua vez comandava a festa com o carisma que lhe é habitual. “Alô, Recife! Vocês são cheirosos, vocês são gostosos! Bem vindos à minha Noite Preta!” disse a cantora antes de abrir seu repertório que, por sinal, foi sortido e bem selecionado. Preta passeou dos autorais a Djavan, circulando por Seu Jorge, Alceu Valença e Fábio Jr. De fato, a moça e suas batidas são contagiantes. Destaque para o grito de “Não à homofobia!”, ressaltado pela artista antes de executar o hit Sinais de Fogo, sua música mais conhecida.
A festa rolou noite adentro e a energia dos fãs não fraquejava. Quem estava diante dela erguia mãos e vozes, acompanhando o ritmo frenético e animado de Preta Gil. Um pouco mais afastados, alguns grupos até comemoravam aniversário.
Antes das 2h da madrugada, porém, já se via gente pagando as contas e indo embora. Algumas conversas de corredor revelavam a insatisfação com a lotação da casa. Para embarcar na aglomeração ao redor do palco, era preciso mesmo ser fã da cantora. Afinal, quem é fã de verdade, se joga e nem quer saber. Mas para quem apenas queria curtir a tão falada – e de fato tão bacana – Noite Preta, restou um sábado comum de boate disputada, cada grupo à sua mesa, apostando nos ouvidos para garantir o show.







