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O mundo da magia do Banquete Vatel

Uma dose de história merece ser contada em torno do desfile de smokings e vestidos longos pretos que cercava a Oficina Brennand nesta noite de Banquete Vatel. Vamos a uma pequena volta em Paris, nos anos de 1600, época em que viveu o célebre cozinheiro François Vatel, conhecido como “Mestre dos Prazeres e das Festividades” na França da dinastia Bourbon. E voltemos logo em seguida à sexta-feira 13 dos tempos atuais, quando Vatel emprestou seu nome a um evento de prazeres e festividades, desta vez comandado pelo chef Douglas Van Der Ley. Assim, mesclando os momentos históricos, fica até fácil entender o requinte arquitetado para cada detalhe do Banquete Vatel  desta noite.

Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Logo na entrada da Oficina Brennand, figuras fantasiadas reproduziam os ícones da antiga corte francesa e se movimentavam fluidamente ao som instrumental do Quarteto de Cordas Bravo que se apresentava na área de acesso ao grande salão. E foi este o espaço escolhido para sediar o Primeiro Ato do banquete, correspondente ao elemento Água. Durante pouco mais de uma hora e meia, os convidados aguardaram a liberação do salão nessa etapa de Welcome Drink. Uma espera longa para os pontuais, amenizada pela degustação de Veuve Cliquot, Grant’s 12 anos, Grey Goose, refrigetantes e canapés – das canoas de cebola às minilaranjas recheadas com codorna. Até que, às 22h45, o grande salão foi liberado, e mais figuras mascaradas surgiram da corte francesa para indicar o caminho da festa.

Banquete Vatel - Crédito: Nanco Chiappetta/DP/D.A. Press

Os presentes foram convidados a caminhar sobre uma passarela que fez as vias de tapete vermelho até o local do glamouroso jantar. Obedecendo à etiqueta – a começar pelo respeitado traje black tie – os casais refizeram seu percurso e adentraram por fim o espaço reservado ao banquete. Lá, teve início o Segundo Ato, correspondente ao elemento Terra. O chef Douglas Van Der Ley foi quem surgiu surpreendente em um grande palco e, de modo teatral, anunciou que estava aberto o Vatel. Lembrou a homenagem aos chefs César Santos, Hugo Prouvot e Joca Pontes, agradecendo ainda aos chefs convidados Zé Maria Sultanum, Yoshi Matsumoto e o minichef Enrique Monteiro, “o futuro da gastronomia” nas palavras de Van Der Ley.

Douglas Van Der Ley e Zé Maria - Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

O Terceiro Ato, correspondente ao Fogo, veio por volta das 23h, quando o jantar propriamente dito foi servido, com direito a um cardápio específico para cada chef e cada elemento da natureza. Cabrito ao pão do sol, coelho com ameixa e maçãs ao vinho tinto levavam a assinatura de César Santos. Costelinhas de leitão laqueadas, paleta de carneiro confit, ravioli de queijo com azeite de carvão compunham os pratos do chef Hugo Prouvot. Enquanto isso, o chef Zé Maria Sultanum assumia a autoria do Peixe fresco da costa, e Joca Pontes assinava outras opções como arroz de pato ao molho de ostras, magret grelhado ao molho de cassis e frutas andinas, purê de batata doce ao perfume de laranja e terrine de faisão com foi gras e pistache. A decoração em meio ao buffet era de encher a vista, com obras de arte em frutas, flores e legumes que serviam de enfeite ao banquete que convidava o paladar.

Detalhe na melancia recortada entre os pratos - Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Pela bagatela de R$600 por pessoa para ter acesso ao Vatel, os presentes trataram de aproveitar ainda os frutos do mar, que ficaram por conta do chef Yoshi Matsumoto, comandando mexilhão, ostras, salada de Harussame, sushi e yakitori. Já o minichef Enrique Monteiro, assinava o ravioli de café com mix de queijo aromático. O garoto foi uma simpatia, circulando toda a noite pelo salão do jantar, recebendo cumprimentos e posando para dezenas de fotos.

O minichef Enrique Monteiro - Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

A fartura do jantar foi tanta que ao término do banquete ainda restava comida para mais um Vatel. Apesar disso, a quantidade generosa de quitutes duelava com o espaço em torno das mesas do buffet, resultando na formação de longas filas. Nada que impedisse o elogio aos sabores, embora seu acesso acabasse um pouco difucultado. Até que, todos já servidos e acomodados, foi aberto o Quarto Ato, correspondente ao Ar, quando foram liberadas as sobremesas. Batizados de Maravilhas do Bosque, os doces eram assinados por Silvia Almeida e Donna Brigadeiro. Mas o que realmente chamava a atenção era a enorme árvore de chocolate construída pela chocolatier Anna Corinna. As folhas iam sendo arrancadas dos galhos e degustadas pelos convidados do Vatel.

Anna Corinna - Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Enquanto isso, mais dançarinos da corte françesa invadiam o salão num ballet rítmico e sincronizado, apresentando-se em um palco disposto ao centro do grande salão. O espetáculo corporal Ópera do Corvo foi encenado por volta da 1h, quando teve início o Quinto Ato, chamado Etéreo, homenageando todos os 50 chefs participantes do Vatel. A partir daí, o evento tomou forma festiva. Brindes da H. Stern foram distribuídos entre a mulherada e os DJs Zé Pedro e Guliver foram convidados a assumir as picapes. Veja alguns cliques de quem circulou pelo banquete, do universo gastronômico ao das relações internacionais:

Madá Albuquerque e Newman Bello -Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Alexandra Gillies e a cônsul Usha Pitts - Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Adriana e Alberto Feitosa -Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Rebeca e Daniel Coelho - Crédito : Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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Author: admin

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