Jack Daniel's, rock e blues no sábado à noite
A Coudelaria Souza Leão está mesmo entrando para lista de points cotados para as baladas na capital pernambucana. Um pouco afastada da civilização, é verdade, com direito a vans para subida das curvas em ladeiras, mas já impressionando desde a chegada pela vista dos holofotes lá no alto. Esse foi o cenário escolhido para a segunda edição do Jack Daniel’s Rock Festival, e acabou sendo a mudança mais comentada em comparação à estreia do evento, ano passado, no Catamarã.
“Que diferença!”, era uma observação frequente entre as rodas de conversas na festa. Todos impressionados pelo espaço amplo e multiambientado da coudelaria. No salão principal, o grande palco onde subiram Má Companhia, The River Raid, Papaninfa e Raybans, com direito a e-music nos intervalos das bandas. E, do lado de fora, um segundo palco, mais modesto mas bastante prestigiado, no qual reinava o blues como estilo musical predominante. Para as mulheres, muitos banheiros disponíveis, o que salvou o público feminino das filas, com direito à manutenção cuidadosa e constante. Para os homens, diversos banheiros químicos numa área externa, que também não foram alvos de queixas.
O repertório trouxe aos convidados um pouco de tudo relacionado ao rock. A primeira banda, Má Companhia, merece destaque de performance, indo de Pink Floyd a Bob Dylan sem desafinar. Pena que logo no início o público ainda não marcasse presença massivamente. Destaque também para o show de Papaninfa, que surgiu com pegada mais roqueira do que a apresentada na primeira edição do Jack Daniel’s Rock Festival – no qual também se apresentaram – e entoou do Red Hot ao Foo Fighters. Nesta hora, a aglomeração no salão principal atingiu seu ápice. Todos acompanhando os hits do rock internacional e aprovando a apresentação de Rafael Furtado e companhia. Sucesso.
Interessante o visual dos roqueiros pelo festival. Um respeito considerável ao dress code preto e branco foi quebrado apenas por algumas saias e calças em outras tonalidades, mas, embora muitas mulheres desfilassem de salto alto, foi fácil avistar dezenas delas com All Star, sapatilhas e até botas nos pés. Entre os interessados na balada em si, havia também os amantes fiéis do rock e do whisky: boa combinação para um sábado à noite.
O serviço de open bar também não desagradou. Oito freezers com refrigerantes e água foram posicionados no salão principal, em cujo centro se localizava o bar mais disputado da festa: o dos drinks à base de vodka e Jack Daniel’s. No menu as possibilidades eram várias e convidativas. Com whisky havia as opções de Jack Citrus, Maracujack e Jack Cola. Com vodka, as tradicionais caipiroscas com frutas além de uma mistura com tangerina e canela. Lembrando que, para os mais resistentes, doses puras do Jack Daniel’s eram servidas em bandejas por toda a coudelaria. Uma tentação aos roqueiros mais tradicionais.




