Longe da tribuna, a mãe Priscila Krause
Quase impossível encontrar uma mulher que não tenha sonhado, ao menos uma vez na vida, em vestir uma fantasia mágica que lhe conferisse de imediato os superpoderes da Mulher Maravilha. Mas somente as que se tornaram mães sabem como é desejar em dobro esse título e travar suas próprias batalhas de rotina para consegui-lo aos olhos de alguém. Ou, em alguns casos, de mais de um alguém. Afinal, quando os filhos enxergam sua mãe como a Mulher Maravilha, sem pulseiras nem corpete estrelado, é como se os superpoderes viessem automaticamente às mãos. E é assim que o pequeno Matheus, de dois anos, e a Helena, de 11 meses, encaram a mãe, que a maioria das pessoas conhece apenas no papel da vereadora Priscila Krause.
Casada com o advogado Jorge Branco, a vereadora e mãe Priscila Krause, se divide entre trabalho, projetos pessoais, maternidade e programações de casal. Para tudo isso, conta com o apoio do marido, que trabalha no Recife e em Garanhuns, mas sempre dá um jeito de marcar presença em casa. “Pra conseguir dar conta de tudo, sempre tive a ajuda dele”, diz Priscila olhando para Jorge e recebendo um sorriso de retorno. Para ela, a maternidade é um exercício a dois, não apenas da mulher. “Temos uma maternidade compartilhada”, brinca.
Enquanto fala sobre sua rotina apertada, Priscila responde às chamadas de Matheus: “Mãe, Luna quer comer capim!”, alerta ele. Luna, na verdade, é uma égua de brinquedo com cabo de madeira sobre a qual Matheus cavalga no playground do prédio. E nada de chamá-la de cavalinho, que ele se apressa em corrigir: “É uma égua!”. Matheus, segundo os pais, é bastante carinhoso não apenas com Luna, mas também com a irmãzinha Helena. “Eles se beijam, convivem tranquilos, embora a Helena sempre queira apenas os brinquedos que estão nas mãos do Matheus”, conta Jorge.
Para dar aos filhos a atenção que merecem, o casal aprendeu a otimizar o tempo. Qualidade, afinal, é mais importante que quantidade. Para eles, não basta estar em casa: é preciso colaborar nas refeições, colocar para dormir, conversar e brincar. Nos fins de semana, levam os pequenos para o Parque da Jaqueira, para o Zoológico de Dois Irmãos ou para a casa dos avós. Nos feriados, esticam o passeio para uma temporada no campo ou na praia.
Mas vale ressaltar que neste corre-corre do dia a dia nem tudo é feito de flores. “Já saí de casa chorando muitas vezes por ter que deixá-los”, conta Priscila que, inclusive, estava em plena campanha para Deputada Estadual quando Matheus nasceu. Mesmo assim, esforçou-se para acompanhar todas as consultas ao médico. “Só perdi uma”, comemora. E até hoje, tanto ela quanto o marido às vezes precisam sair escondidos do apartamento para evitar o desespero dos filhotes, que ainda são muito pequenos para entender os compromissos da vida adulta.
Para ser o mais Mãe Maravilha possível, Priscila Krause decidiu há muito tempo que não levaria mais trabalho para casa. Só em casos urgentes. “Quando preciso realmente trabalhar, espero os meninos dormirem”, revela. E além desta, outras decisões foram tomadas em benefício da família. A mais recente foi a mudança de endereço, já que o casal desejava um CEP mais próximo ao trabalho para chegar em casa com mais rapidez e agilidade. E a próxima alteração na rotina será a entrada de Matheus na escolinha, em agosto deste ano. “Já escolhemos o colégio e estamos nos preparando para a novidade”, conta a mãe. Semana que vem, o pequeno encara também a natação. Já Helena, só deve assumir responsabilidades no próximo ano.
E o que é maternidade para Priscila Krause afinal? “É quando você pensa que ama, mas descobre que há um amor verdadeiramente incondicional”, fala. Abaixo, confira o vídeo da família e mais alguns cliques da rotina de maternidade compartilhada de Priscila Krause:
Imagens: Larissa Lins // Edição: Tatiana Sotero






