Michael Jackson: noite de tributo na UFPE
Michael Jackson fez por onde conquistar a legião de fãs que o mantêm vivo até hoje, passados alguns anos de seu falecimento como ponto final de uma carreira que nunca saiu da vista dos holofotes. Ponto final que vira reticências e torna o ídolo eterno. Foi esse o espírito da noite desta sexta, quando as poltronas do Teatro da UFPE ficaram lotadas, materializando em forma de gritos e festos frenéticos ao longo de duas horas de tributo ao cantor.
Inspirado na obra de Michael – do título do espetáculo às coreografias em cena – o musical Who’s Bad? The Ultimate Michael Jackson Tribute presenteou o Recife com uma performance digna da memória do Rei do Pop. Na primeira fila, fãs ensandecidos compunham um séquito fiel, que mantinha e reproduzia decoradas as letras de todas as canções, levantando-se entre uma faixa e outra para arriscar um moonwalk ou um abraço no elenco do musical.
As músicas mais esperadas da noite, como Billie Jean, Thriller e Beat It, foram cartas guardadas na manga para os últimos momentos do show. No comecinho, só para esquentar, sucessos como a famosa Smooth Criminal davam o tom do espetáculo. Figurino e coreografia impecáveis, nada menos que isso. Ponto alto da noite quando as fãs foram chamadas ao palco para dançar ao som do Michael. Várias delas subiram às pressas e tiveram minutos de fama e homenagem ao ídolo. Vale ressaltar que as meninas também arrasavam nas coreografias.
Para chegar a um resultado correspondente às expectativas do público, o grupo Who’s Bad mantém ensaios constantes, dirigindo ao seu elenco cobranças semelhantes às que o próprio Michael dirigia a si mesmo enquanto treinava seus passos. Encarnando o astro principal, dois bailarinos se revezam em cena: Daniel Rychlec e Jonathan Sirois.
Ao fim da noite, o bis foi estendido como ápice do musical e trouxe os hits Bad, Black and White e Man In The Mirror para coroar o espetáculo. Nas poltronas, o choro de uns e a euforia de outros convergiam para um mesmo comentário: a sensação era a de que Michael, o próprio, houvesse acabado de desaparecer por trás das cortinas.





