Tecnologia e tradição na Fenearte de Gonzaga
O calendário de eventos deste ano prova sem contramão que 2012 é mesmo de Luiz Gonzaga. Um dia depois de anunciadas as atrações do FIG, o Festival de Inverno de Garanhuns, que homenageia o centenário do Rei Lua, a cartela de programação da XIII Fenearte pega carona no embalo e oficializa seu tributo a Gonzagão. Desta vez, a maior feira de artesanato da América Latina promete um espaço no qual artesãos e visitantes celebrarão a convivência do talento manual com os benefícios da tecnologia. Para tanto, o lounge de destaque do evento, o Espaço Luiz Gonzaga, dará ao público a chance de se vestir virtualmente como o Grande Lua – com gibão e chapéu de couro – através de painés de LED com reconhecimento facial e realidade aumentada. Já pensou?
Ao todo, serão dez dias de exposição – entre 6 e 15 de julho – com uma expectativa de 295 mil pessoas circulando pelo Centro de Convenções. Quanto aos números, na verdade, toda a equipe de organização do evento prefere estimar os padrões atingidos na última edição da Fenearte, mas sem esconder a ambição de ultrapassá-los. “Preferimos não dar tantos palpites incertos, por isso oferecemos os dados que alcançamos em 2011”, informou Roberto Lessa, Diretor de Promoção de Economia Criativa do estado, em coletiva de imprensa nesta manhã.
Os preços dos ingressos para a XIII Fenearte serão os já conhecidos: R$6,00 e R$3,00 de segunda a sexta, e R$8,00 e R$4,00 nos fins de semana. Sobre a estrutura, poucas alterações. Os discursos referentes a este tema seguiram o velho ditado segundo o qual não se mexe em time que está ganhando. Ana Maria Pedroza, que representou o escritório do arquiteto Carlos Augusto Lira dutrante a coletiva desta manhã, garantiu que as modificações colocadas em prática ano passado deram certo. “A maleabilidade do percurso será mantida”, disse Ana Maria, “com pequenas induções de caminhos, mas com a possibilidade de sair da rota a qualquer momento”.
Ponto alto: para os que precisarem dar uma fugidinha rápida da feira após já terem percorrido parte do percuso, serão dadas pulseiras que permitem o retorno sem necessidade de um novo ingresso. Bom para deixar algumas compras no carro, não? E para quem quiser matar a fome por lá, a boa notícia é que a Fenearte inicia este ano uma parceria com a Abrasel, o que garante uma rígida fiscalização sanitária em todas as lanchonetes instaladas no Cecon.
Os artesãos podem comemorar – além da visibilidade já garantida em todas as edições – a chegada de mais seis países à lista de participantes. Congo, Camboja, Áustria, Catar, Líbia e Turcomenistão se juntam às nações reunidas na Fenearte e completam o grupo de 40 bandeiras. Lá de fora, também virão empresas interessadas em comprar e revender o artesanato local, as chamadas empresas âncoras. Veja como será projetada a divulgação:
Quanto às atrações musicais, os nomes envolvidos devem seguir o estilo de Gonzagão e da valorização da cultura regional. Petrúcio Amorim, Cezzinha, Santanna, Maciel Melo, Beto Hortis e outros artistas da cena local comandarão a festa por lá, no palco externo ao pavilhão dos stands. A pedida de ordem será o forró, mas maracatu e outros ritmos folclóricos e populares também terão espaço na grade de performances.






