A arte de Anete Cunha na Galeria Ranulpho
Anete Cunha carrega no sangue a paixão por pintura e piano. Ambas foram apresentadas no vernissage da exposição Revivendo Toulouse-Lautrec, realizada na noite de terça-feira, na Galeria Ranulpho. O espaço ficou repleto de amigos, familiares e admiradores da artista plástica de 83 anos, que foram conferir a última individual da carreira da pernambucana – ela recebeu convite para participar de uma coletiva, em Portugal. As obras foram inspiradas no curto – a trajetória durou menos de 20 anos -, porém extenso, legado do artista plástico francês.
Em 21 quadros, Anete pincelou os cabarés das noites parisienses da Belle Époque, onde as prostitutas são as protagonistas. “Quando fui a Paris, visitei um museu, onde uma sala era dedicada à obra de Toulouse-Lautrec. Depois disso, me encantei. Ele era deficiente e rejeitado, por isso, procurava as prostitutas. Os quadros dele são verdadeiras reportagens da vida noturna”, afirmou Anete.

Anete Cunha apresentou sucessos da música clássica e popular brasileira - Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Ao longo da noite, ela foi muito cumprimentada e parabenizada. Para a imprensa, ficou até difícil conversar com a pintora, visto que ela é bastante atenciosa e não podia deixar seus convidados de lado. Eles, por sua vez, não economizavam nos elogios. De forma carinhosa, para as repórteres, surgiam os convites: “Vão na minha casa. Eu toco piano duas horas por dia. Vocês podem conhecer minha cachorrinha. E a gente conversar mais…” Apenas uma demonstração da simpatia da artista.
Por volta das 20h, ainda apresentou seu talento com o piano. Embora não goste de tocar em público, deu esse presente aos convidados, a pedido do marchand Carlos Ranulpho. Aquarela do Brasil, Carinhoso, Fascinação e Noturno (Chopin) estiveram no repertório, mesclando música popular brasileira com clássica. Entre os anotados, Fernando Villa Chan, Alfrízio Melo, Elizabeth Moreno, Soraya Friedheim.
A vitalidade de Anete é notória. Ela costuma viajar com frequência, acessar a internet e ser super atuante como diretora de arte do Clube Internacional. A sua obra já foi mostrada em diversos países além do Brasil, como Itália, Portugal, Argentina e Estados Unidos. Segundo ela, a última individual foi em Lisboa, há dois anos. A mostra permanece em cartaz até o dia 10 de agosto. Em tempo: a próxima exposição da Galeria Ranulpho será uma coletiva de acervos, com obras de Lula Cardoso Ayres, Reynaldo Fonseca, Francisco Brennand e João Câmara.







