Argo estreia já como favorito ao Oscar
Era 1979 quando o ditador Reza Pahlevi foi deposto do governo do Irã e exilado nos Estados Unidos. A população, enfurecida, queria a todo custo que os americanos o devolvessem para que pudesse ser julgado – e condenado – em seu território. A recusa dos EUA em entregar o ditador provocou a invasão dos iranianos à embaixada americana em Teerã. Alguns americanos foram feitos de reféns, enquanto outros fugiram para a embaixada canadense e se esconderam. A CIA então começou a elaborar planos para resgatá-los de forma secreta, quando o agente Tony Mendez surge com uma ideia nada comum. Ele e os reféns se passariam por uma equipe de cinema canadense que procurava cenários de gravação no Oriente Médio. O disfarce ousado poderia fazê-los passar despercebidos no Aeroporto. Será?
Esta é a sinopse do filme Argo, dirigido e estrelado por Ben Affleck. Mas trata-se também de uma história real, só divulgada pela CIA muitos anos depois. A obra conta com detalhes e fidelidade os fatos ocorridos durante a transição de poder no Irã, em 1979/1980 e a relação de ódio estabelecida entre os Estados Unidos. Tony Mendez (o personagem principal) é também o autor do livro que inspirou o filme. Ben Affleck entrou num processo de pesquisa imenso para realizar o que ele já considera como “o melhor filme de sua carreira”. A produção ganhou as telas dos cinemas neste fim de semana e já é sucesso absoluto de crítica. Ele também se configura como um dos favoritos ao Oscar. Veja o trailer:

