Julian Assange é preso e Wikileaks divulga acervo inteiro de documentos

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, depois de ser preso em Londres na quinta (11). — Foto: Hannah McKay/Reuters
O fundador e líder do WikiLeaks, o ativista Julian Assange, foi preso na manhã de ontem (11), em Londres, onde estava residindo na embaixada do Equador no Reino Unido, sob condição de asilado político. Assange segue em prisão em Londres, mas há um pedido de extradição para os Estados Unidos, onde acredita-se que ele será efetivamente julgado.
Um dia após a ação contra Julian, a WikiLeaks divulgou todos os documentos que possui – uma promessa já antiga da organização, de que liberaria tudo que tem caso Assange fosse preso.
O diretório aberto conta com centenas de arquivos que envolvem desde informações sigilosas de e-mails (como os da campanha de Hillary Clinton) até negociações entre países. Sobre o Brasil, há dados que mostram que a então senadora Roseana Sarney tinha investimentos em offshores.
O Wikileaks vem vazando informações secretas de diversos países, inclusive dos EUA e Brasil, desde 2006: são mais de 10 milhões de documentos antes confidenciais revelando detalhes sobre a Guerra do Iraque, a Prisão de Guantánamo, a espionagem da CIA, entre outros. A organização não vaza novos documentos há algum tempo, mas atraiu a atenção de mais pessoas após a prisão.
