Anotações de Nova York
É impressionante o poder de recuperação de Nova York. Depois dos grandes estragos provocados pela supertempestade Sandy, a cidade já está totalmente pronta para receber os turistas e não se encontra mais, pelo menos nas áreas mais visitadas, resquícios da tragédia.
Como existe o estande no Times Square que vendem ingressos com abatimento nos dias dos musicais, não se encontra cambistas nas portas dos principais espetáculos da Broadway, vendendo ingressos. Cambistas ainda existem no Madison Square Gardem, em dias de megashows, jogos de basquetebol e lutas de boxe.
É belíssima a loja do brasileiro Carlos Miele, no Meatpacking District, uma das áreas mais badaladas e caras de Nova York. Na verdade, uma loja que mais parece uma escultura.
Uma novidade são os water-taxis, pintados de amarelo, como o átis comuns e que circulam pelo rio Hudson, com várias paradas.
Chega a ser impressionante o alto nível de alguns músicos que tocam, em troca de algumas moedas, nos corredores do metro.
A cidade está cheia, mas a crise também atingiu fortemente Nova York. Basta conversar com algum brasileiro que mora na cidade para ouvir os problemas.
Woody Allen fala em 15 minutos de fama, que a pessoa pode ter. Em Nova York são 15 segundos. Quem comprar numa das lojas do Times Square, pode ser a fota mostrada num enorme out-door. As pessoas adoram e tiram fotos mostrando a fama passageira. É um barato…
Antes havia apenas uma empresa fazendo passeios por Nova York em ônibus dois andares, que param em pontos turísticos e onde as pessoas podem passar horas. Agora são pelo menos quatro empresas diferentes fazendo o trabalho. Todas, por determinação da Prefeitura, fazendo o mesmo roteiro.

