Siba, Zélia Duncan e Lenine no Marco Zero
Por Lenne Ferreira
A segunda noite da programação oficial do Carnaval do Recife no Marco Zero reuniu públicos distintos unidos pela mesma paixão: o Carnaval. Os responsáveis por embalar o corpo e os ouvidos dos foliões foram os cantores Siba, Zélia Duncan e Lenine, que conseguiram criar, cada um em seu momento, uma atmosfera de alegria que contagiou o público até o final da programação.
Primeira atração da noite, o recifense Siba encantou a plateia com a poesia do seu trabalho inspirado nas manifestações artísticas da zona da Mata pernambucana. Sucessos como Bagaceira, Preparando o salto e Canoa empolgaram os foliões, que cantaram junto. Como costuma fazer em suas apresentações, Siba chamou ao palco dois cantadores de Nazaré da Mata, cidade que influencia sua produção até hoje. Feliz com a recepção do público, o músico declarou seu amor pelo carnaval do Recife. “Meu carnaval só começa aqui”.
Logo após, foi a vez da cantora e compositora Zélia Duncan apostar num repertório diverso unindo MPB, forró e frevo. A carioca parecia muito à vontade no palco do Marco Zero, engrenando conversas com o público entre uma música e outra. [WINDOWS-1252?]“Meu pai também é nordestino. Estou em [WINDOWS-1252?]casa”. Num tributo a Luiz Gonzaga, Zélia cantou Quem nem jiló e Respeita Januário. Renato Russo e Nando Reis foram outros compositores homenageados. Mas não faltaram hits do seu próprio repertório como Não vá ainda e Catedral e findou sua participação no carnaval recifense com Alma.
Ficou por conta do performático Lenine encerrar a segunda noite de shows do Marco Zero. O inicio de sua apresentação foi marcada por versões roqueiras de hinos do frevo como Voltei Recife, mas logo vieram os sucessos acumulados ao longo da carreira: O homem dos olhos de raio X, Hoje eu quero sair só e Jack Soul Brasileiro. O look black do cantor não ofuscou a alegria de sua apresentação, que contou com participação especial do guitarrista Yuri Queiroga. Lenine estava radiante e mostrou todo entusiasmo interagindo com o público do começo ao fim do show, que terminou perto das 4h sob o protesto da plateia que pedia “mais um, mais um, mais um”.
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