Família de Deborah Colker passa por constrangimento em avião
Clara Colker, filha da coreógrafa Deborah Colker, passou por um situação extremamente desconfortante e triste antes de embarcar de Salvador para o Rio de Janeiro com o filho, Theo, que é portador de uma deficiência genética chamada Epidermólise Bolhosa. Os funcionários pediram, insistentemente, um atestado médico que comprovasse o estado de saúde do garoto. Confira o relato dela:
“Estava sentada ao lado da minha mãe e do meu filho dentro do avião. Um funcionário me perguntou: você tem atestado? Falei: do quê? Do médico sobre a criança, apontando na cara do meu filho. Falei: ele está bem, tem um problema genético, sou mãe dele e responsável por ele. Insatisfeito, o cara foi até a cabine. Voltou uma mulher funcionária. O constrangimento começou. Falei em tom já ríspido. Ele é o meu filho tem EB e não tem problema nenhum em viajar sua doença não é contagiosa e ele está bem. Já viajei inúmeras vezes com ele para dentro e fora do Brasil. Nunca passei por isso. Basta olhar para mim, para o pai e para a avó, que vivem agarrados nele e não têm nada. Falei para Peu filmar o que ela ia dizer. Na hora, ela disse que não falaria se fosse filmada e que não podemos filmar (…)”
Confira o depoimento completo clicando no Leia Mais no fim deste post.
“(…) Neste momento, uma mulher a 3 filas de distância grita para mim: chama o Ministério Público! Isso é preconceito e discriminação! Comecei a chorar. O Theo vendo isso tudo. Surreal. A funcionária saiu. Ficou 10 minutos fora. Jurava que o avião seguiria viagem e ainda falei que deviam pedir desculpas para o Theo e para mim. Volta a funcionária dizendo que o avião só vai partir com aval do médico. As pessoas começaram a se manifestar muito. Minha mãe, que estava controlada até então, levantou. Afinal de contas, meu filho passaria por uma análise de um médico que iria até o nosso assento para avaliá-lo! Surreal! Quando o médico chegou, falamos: ele tem uma deficiência genética! Epidermólise bolhosa! E o médico fala: Ah ! Epidermólise bolhosa! Não tem problema nenhum. O cenário dentro do avião era: quase todos passageiros em pé, indignados, vindo falar comigo, com meu filho. Super chateados. Muitos tinham conexão e estavam perdendo suas conexões. Já tinham 40 minutos de atraso. O médico foi falar com o comandante. Mesmo assim o comandante disse que nós só viajaríamos se ele , o médico, fizesse atestado. Aí não tinha papel, não tinha carimbo… Pegou um papel branco sem nada timbrado e fez o atestado. Minha vontade era descer do avião e quando disse quero sair daqui, a mesma mulher, a primeira a gritar sobre o MP, disse q se nos saíssemos do avião todos desceriam conosco. Me sensibilizei demais. Estavam todas as pessoas do avião super solidárias, preocupadas com o constrangimento com o Theo. Resolvi ficar no avião. Nisso jaápassava 1 hora de atraso e o constrangimento mega. Theo me viu chorando. Tentei disfarçar que o avião inteiro não estava atrasado por causa dele. Sei que ele percebeu. Sei que ele é mais forte do que esse bando ignorante. Estou muito triste.
Chegaria no rio 13h50. São 14h50 e ainda estamos no ar. Devemos chegar às 15h30. Chegamos no rio às 16h10”.

