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Após demissão, Rodrigo Solano fala sobre participação no Aprendiz – O Retorno

Rodrigo Solano - Crédito: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press

Rodrigo Solano – Crédito: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press

“Eu tenho um desafio pessoal. Se me convidassem para participar de novo, eu aceitaria. Fui um dos poucos que cumpriram as 30 tarefas impostas nas duas edições do programa que participei. Saio totalmente satisfeito”, disse Rodrigo Solano em entrevista à equipe do Blog João Alberto, já que apenas ele e outra participante chegaram à final desta edição. O pernambucano de 23 anos, terceiro colocado no programa Aprendiz – O retorno, da TV Clube/Record, visitou a redação dos Diários Associados na tarde desta quinta-feira, um dia após sua demissão anunciada por Roberto Justus.

Crédito Bernardo Dantas/ DP/D.A Press.

Crédito Bernardo Dantas/ DP/D.A Press.

Ele passou dois meses e 20 dias em confinamento, longe de toda a família que mora no Recife, e em bate-papo com a nossa equipe, contou sobre os bastidores do programa, sua relação com Justus, projetos futuros, propostas de trabalho e a nova experiência pós-reality show. Confira o bate-papo exclusivo:

Qual foi a tarefa mais difícil?
Foi a de vender cerveja, a da Itaipava. Nós tivemos sábado (feriado nacional – 12 de outubro) e domingo de planejamento e a tarefa era vender cerveja na segunda-feira, além do mais, eu era líder, então foi a mais pesada. O quiosque funcionando normalmente vendia 100 cervejas na segunda-feira e nós conseguimos vender 900. Só que a outra equipe conseguiu um patrocínio, que era o que a gente queria.

Qual foi a sala de reunião mais difícil?
Foi essa também, a da Itaipava. Foi a do Evandro que ele saiu na primeira parte da sala porque ele vendeu a bebida alcoólica para um menor de 18 anos. Nós entramos confiantes porque tínhamos aumentado o faturamento. O Evandro ficou uns 20 minutos chorando e Roberto dizendo que não ia queimá-lo em rede nacional.

Após sua demissão, Roberto Justus não escondeu a emoção e fez alguns elogios. O que ele falou que foi mais marcante para você?
As salas de reunião são sempre muito pesadas. Roberto é conhecido como um cara que não tem sentimento, um cara frio e, nessa sala, eu senti muito o pesar dele ao falar comigo na hora da demissão. Tudo que ele falou, muita coisa foi ao ar. Eu até conversei com o filho dele, o Ricardo Justus, que é editor do programa, para agradecer a edição que mostrou tudo como aconteceu lá na hora. O Roberto se emocionou muito, quando eu saí e a Melina entrou, que é a finalista, o Roberto até ficou meio em dúvida se teria feito a coisa certa. O que eu levo em consideração não é se eu devia ter saído ou não e sim que valeu  pena esta experiência. No fim, Justus disse: “A gente ainda vai se encontrar, seja pelo programa ou não”. Isso é mais do que portas abertas e, agora, vamos ver quando isso vai acontecer. Não existe ainda nada formal, provavelmente ele ainda quer marcar um almoço com a gente, muita coisa vai surgir ainda. Eu estou tranquilo.

Quais as mudanças do Rodrigo Solano como participante da sétima edição do Aprendiz – Universitário para esta nova edição do Aprendiz – O Retorno?
Em várias salas de reunião, quando Roberto me perguntava algo, ele falava: “Solano, você que é o cara mais sincero que conheço, o que você acha disso?”. O meu desempenho neste programa foi muito melhor que no anterior. Primeiro porque o outro era Universitário, eu era um dos mais novos, tinha 18 anos e o restante dos participantes tinha 20. Neste, eu tenho 23 e os outros participantes tinham 40, 30 anos de idade, eram pessoas com muito mais tempo de mercado do que eu e o nível delas era muito maior. Neste programa, eu fui mais linear, não é à toa que eu fui o que mais ganhei, e quem ganha não aparece tanto no programa, só quem vai à sala de reunião. O meu desempenho foi bem melhor este ano.

Foto: Renato Santana de Jesus/R7

Foto: Renato Santana de Jesus/R7

Você acha que muita gente duvidava do seu potencial?
Eu tenho um desafio pessoal e se me convidassem para participar de novo, eu aceitaria. É uma parcela muito pequena de pessoas que duvida do meu potencial e isso fica na cabeça. Como eu participei de uma transição, o João Dória entrando e o Roberto saindo, são perfis bem diferentes. As poucas pessoas que falaram mal e que não torceram por mim, falavam que eu só tinha chegado por causa do perfil de João Dória, que é um cara mais doce, diferente do Roberto que é muito agressivo. O João Dória é muito bom, mas O Aprendiz é a cara do Roberto Justus. Eu queria provar que com ele eu iria chegar mais longe, provar que eu cheguei tão longe por causa da minha competência e foi por este motivo que eu falei após minha saída: “Quem achava que eu cheguei ao fim por causa de João Dória, eu cheguei ao fim por causa dos dois, pelo que eu fiz”.

Como você descreve Roberto Justus?
Roberto é bem parecido com o que ele é na TV e na sala de reunião. Acho que fica mais clara a sua personalidade, que é mais sentimental, mais coração. Nós víamos muito sentimento na hora de demitir o participante. Ele mostra que tem sentimento por aquelas pessoas. Eu, a Renata e a Dani (participantes), nós tínhamos a desvantagem de não ter o conhecido antes. Eu tive algumas recompensas como um jantar na casa do Roberto, que me aproximou mais dele. Ele não é um cara grosso. É um cara exigente.

Qual a premiação que você recebeu?
Não existe premiação para o terceiro ou segundo colocado. Eu ganhei um valor por participação nas tarefas realizadas durante o programa, que é R$1 mil por tarefa. No total, eu ganhei R$15 mil. Neste programa, eu disputei 14 tarefas e ganhei 9. No programa anterior, foram 15 tarefas e eu ganhei 10 ou 11. Acho que eu sou tão viciado pelo programa que eu não perdi nenhuma tarefa sequer. Eu fiz as 30 tarefas nos dois Aprendizes.

Você já começou a receber propostas contratuais?
Está começando a aparecer muita coisa, tanto para o Recife quanto para São Paulo. Vou ter que pesar muito, estudar, felicidade financeira, felicidade pessoal, vou pensar muito.

Qual o maior desafio que você enfrentou neste confinamento?
A saudade da família, com certeza. No outro programa, eu passei cinco meses longe de casa, mas estava vivendo outro momento. Neste, foi muito mais difícil por causa do meu relacionamento, que envolve criança também, minha enteada. O que facilitou muito desta vez era o fato dos quartos terem sido quádruplos. Como sou muito comunicativo, gosto de estar perto das pessoas, foi muito bom para mim, nós sofríamos juntos.

Author: admin

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