Guns n’ Roses compensa atraso com show incrível

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

“Axl Rose já não é o mesmo”. “Guns N’ Roses faz cover de si mesmo” … Análises do tipo foram ignoradas por milhares de fãs que lotaram o Chevrolet Hall em plena terça-feira, apesar dos valores salgados dos ingressos. Todos os setores da casa estavam repletos de pessoas com camisas do grupo e bandanas em homenagem a Axl. Total sintonia com os astros do rock. Não era para menos: uma lenda viva da música em Pernambuco. Aqui, a banda norte-americana manteve a tradição: mais de uma hora e meia de atraso. As vaias da plateia diante da incômoda espera foram compensadas por um espetáculo marcado por clássicos, iniciado por volta da meia-noite, e com quase três horas de duração.

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Axl ainda corre, não com a mesma intensidade. Também dança, não com a mesma desenvoltura de quilos a menos. Mas com o mesmo charme. Sem dúvidas, ainda instiga (e muito). No palco, demonstrou a satisfação por estar ali. Sorriu e interagiu bastante com os músicos. A plateia correspondeu indo ao delírio em diversos momentos. Depois da abertura com Chinese Democracy, uma sequência de clássicos: Welcome to the jungle, It’s so easy, Mr Brownstone, Estranged e Rocket Queen.

Ao longo do show, os sucessos foram intercalados com algumas músicas do último disco lançado em 2008 ou com solos dos integrantes. Nos destaques, You could be mine, Sweet child of mine, Live and let die, November rain. Ainda que não seja a mesma potência vocal, o líder do Guns atinge boas notas. As falhas ficaram mais nítidas na reta final da apresentação, em músicas como Nightrain e Patience. Paradise city encerrou a noite.

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Diante do mega espetáculo, ninguém se importou. Os fãs queriam mais. Na despedida, Axl  ensaiou um “obrigado”. A única palavra dita em português. Ao lado do palco, um minicloset foi montado, onde trocou sucessivas vezes de chapéu, casaco e bandana. Enquanto isso, o palco era ocupado pelos solos de Duff Mckagan (ex-integrante da formação original e participação especial nos shows de Olinda e Fortaleza), Richard Fortus, Dizzy Reed (presente desde os tempos de auge), Dj Ashba e Ron Bumblefoot. Esse último teve papel fundamental na noite, já que tocou o hino de Pernambuco, falou em português e ainda arriscou os primeiros acordes de A praieira, de Chico Science e Nação Zumbi.

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Para os aficionados por Guns, os últimos dias pareceram surreais: a banda almoçou em restaurante na praia de Boa Viagem, passeou pela cidade, equipe foi assaltada na orla, guitarrista Ron Bumblefoot fez workshop na cidade… Só pareceram. A banda norte-americana provou mesmo que a lenda continua bem viva.

Bastidores
Bella Maia e Clara Aguiar, ex-participantes do Big Brother Brasil, acompanharam  o show do palco e ainda tietaram a banda. Clara é fã do grupo. Por aqui, não perdeu tempo de compartilhar a alegria com os seguidores nas redes sociais. Entre os colunáveis do show, o presidente da Empetur, André Correia, João Marinho e os filhos, Janguiê Diniz, Humberto Zirpoli, Thiago Figlioulo e Silvio Pontual. Os produtores do Chevrolet Hall só foram elogios ao grupo. “Organizados” e “tranquilos” foram as características para descrever a experiência com a banda norte-americana.

Confira a galeria de imagens aqui.

Author: Fernanda Guerra

Share This Post On