Deborah Secco não abre mão do clássico
Filha de mãe cearense, Deborah Secco tem uma relação muito estreita com o Recife, porque a faz relembrar muita coisa da infância. De passagem pela cidade para inauguração da Santices, novo espaço da loja Dona Santa|Santo Homem, a atriz dispensou hotel e ficou hospedada na casa da empresária Juliana Santos, nome à frente da maison. Deborah bateu um papo com a equipe do Blog João Alberto e falou sobre moda, sua nova personagem e sobre os cuidados com o corpo para cada papel. Confira:
Relação com o Recife
“Eu venho aqui há muito tempo e muitas vezes. Recife, sem dúvida alguma, é uma das cidades que melhor me recebe. Quando eu estreei minha peça, Mais uma vez amor, eu escolhi estrear aqui, no Santa Isabel. Depois, retornei e acabou sendo a única cidade em que a gente passou duas vezes com a turnê. Acho que o povo de Recife ele me acolhe de um jeito muito carinhoso. A gente fez todas as sessões da peça lotada, sempre que eu venho tem fã me recebendo no aeroporto, isso não tem preço. Foi tudo o que eu busquei durante anos de trabalho. Além do clima ser maravilhoso e as pessoas serem extremamente queridas e receptivas, a gente tem aqui o que não tem no Rio e em São Paulo, que é a coisa da pessoa acolher, levar para casa, fazer lanche… Isso me lembra minha infância, com minha avó, minha mãe. Minha mãe é de Fortaleza, então a comida daqui me dá uma nostalgia. Eu sempre me sinto muito em casa aqui. É um lugar que, se eu pudesse, passaria pelo menos três meses do ano”.
Moda
“Eu vim aprendendo cada vez mais a lidar com a moda. Após anos trabalhando com grandes profissionais do setor, eu fui entendendo que a moda tem que ser uma coisa prazerosa, não pode ser uma obrigação, você não tem que acordar e pensar no que vai vestir. Você tem que vestir o que te faz bem, e isso tem que dizer como você é, o que você pensa, o que você está sentindo. Tem que respeitar as cores, quais são as suas cores, e hoje eu tenho um jeito meu de me vestir, que não foi criado por ninguém.
Eu não sou uma it girl, não sou da moda atual, não sou deste fast fashion. Eu sou das peças clássicas, eu sou da saia lápis, da blusa branca, da calça jeans, da boa calça de alfaiataria. As minhas peças são muito básicas. Às vezes, eu repito muito, mas o branco, o preto e o azul-marinho são as minhas cores preferidas. Essa sou eu. Eu já tentei lutar um pouco contra isso, mas não dá. Acho que não tem para quê”.
A nova personagem: Inês, da novela Boogie Woogie
“Eu vou fazer a próxima novela das 18h, Boogie Woogie. Na trama, vou interpreta a Inês, uma aeromoça, que, naquela época, era o único contato das pessoas com os produtos importados, porque eram as aeromoças que traziam. Ela vira uma espécie de muambeira, mas, ao mesmo tempo, ela é mais moderna, porque ela tem tudo importado. Eu estou adorando, porque eu, particularmente, se pudesse escolher uma época pra viver, eu teria vivido nos anos 70, no Rio de Janeiro, com Cazuza, conhecendo o Menino do Rio, com Caetano na praia. Essa seria uma fase que eu gostaria de ter vivido.
Eu realmente estou muito feliz de poder brincar de viver um pouquinho isso. Além de poder resgatar uma nostalgia nas gravações, com a vitrola, o LP, o filme que revela e passa na vitrine da loja. Essas coisas são incríveis. Dá uma saudade positiva. Os jovens vão poder entender muito das brigas que a gente tem hoje por uma libertação contra vários tipos de preconceitos e causas sociais que a gente vem lutando fortemente”.
Outros projetos
“Eu estou com uma saudade dos palcos, mas ainda não vou conseguir. Estou lançando dois filmes. Um que eu acho que foi o melhor trabalho da minha vida até hoje, chamado Boa Sorte, que conta a história de amor de uma mulher de 30 anos, que está prestes a morrer, com um menino de 17 que é virgem e não conhece nada da vida. Ela passa o quanto é bom viver e não existir para ele. Eu estou realmente muito ansiosa com a estreia, que deve acontecer em novembro. É um filme delicado, não se encaixa em nenhuma prateleira que a gente tem aqui no Brasil”.
Cuidados com o corpo
“Eu sou muito sortuda porque tenho uma genética ótima. Acabei de engordar 14 quilos para uma personagem e perdi em três semanas, com muita dedicação. Eu sou muito dedicada e muito determinada, tanto para engordar quanto para emagrecer, porque não é fácil, nem um, nem outro. Não tem segredo, faço ginástica duas horas por dia, seis vezes por semana, sem exceção. Essa disciplina me faz chegar aos meus objetivos mais rápido. Eu já consegui resultados incríveis, que nem eu mesma me reconheço. Me olho gorda e falo: caramba, não sou eu. É uma imagem incrível, acho que as pessoas vão se chocar e, para mim, é o maior presente, poder brincar disso”.
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