A loja dos sonhos de Anna Corinna

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Anna Corinna na cozinha montada para gravar seu programa na TV Tribuna. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Ela gosta de dar o seu toque em tudo o que faz. É por isso que quando se entra na loja que ela inaugurou em Boa Viagem, na rua da Igreja Nova, já pode ver os detalhes da doceira Ana Corinna em tudo. As pimentinhas, que viraram sua marca registrada, estão na placa de entrada, nos guardanapos personalizados com seu nome, nas fardas dos atendentes, nos pratos e xícaras. Nas paredes, 30 cardápios de vários lugares do mundo que ela tirou de sua coleção domiciliar para decorar o  novo negócio. E, claro, um menu que foi cuidadosa e criteriosamente elaborado por ela, inspirado na culinária de vários países pelos quais passou.

Quem assinou a arquitetura do espa;co foi Lorena Pontual da PMZ. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Quem assinou a arquitetura do espaço foi Lorena Pontual da PMZ. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Linha de doces criada especialmente para a loja. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Linha de doces criada especialmente para a loja. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Anna Corinna transformou uma casa de 400 metros quadrados em um espaço agradável e aconchegante, que pode ser uma ótima pedida para se encontrar com amigos, marcar uma reunião familiar, um encontro romântico ou até mesmo um bate-papo de negócios. Para a loja, batizada de Anna Corinna Douce et Chocolat, preparou uma linha exclusiva de 40 doces, todos diferentes do que costuma produzir para as suas noivinhas. Destaque para a linha de brigadeiros que vai do tradicional até os de leite ninho e farinha láctea.

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

O menu da casa inclui ainda croissants que têm um leve sabor amanteigado e o mais parecido com o tradicional parisiense que já se viu por aqui. Tem desde o capresi (com manteiga aromática ao manjericão, queijo coalho, tomate seco e folhas de rúcula) até o croissant com charque (inspirado na sua terra natal, Caruaru) e o croissant de amêndoas acompanhado de nutela e algodão doce (um verdadeiro sonho). Afora isso, há empadas, pães de queijo, folhados, brioches, sucos e chás.

As criações de Anna Corinna: De cima para baixo, o croissant capresi, café, croissant com amêndoas e croissant com manteiga e geleia produzidas na casa. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

As criações de Anna Corinna: De cima para baixo, o croissant capresi, café, croissant com amêndoas e croissant com manteiga e geleia produzidas na casa. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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As criações de Anna Corinna. De cima para baixo: croissant capresi, café, croissant com amêndoas e nutela e croissant com manteiga e geleia produzidas também na casa. Crédito: Nando Chiappetta / DP / D.A Press

Na ala das sobremesas, afora os docinhos, há uma outra série de perdições: como o bolo de cenoura com calda de chocolate e o Afogato. Este último um sorvete de vanila com chantily acompanhado de doce de café. Ela conta, orgulhosa, que tudo o que é vendido na sua loja é feito lá mesmo. A exceção do sorvete da Dileto. Para os doces que elaborou para lá, contou com a parceria do chef Javier Guillén e para os recheios do croissant, a consultoria de Leonardo Ricardo.

O Afogatto:  sorvete de vanila com chantily e doce de café: a cara do pecado. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

O Afogatto: sorvete de vanila com chantily e doce de café: a cara do pecado. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

É neste mesmo espaço onde Ana Corinna concentrou a sua fábrica de doces para casamento e os produtos para suprir a loja; criou uma sala especial para atendimento das noivas, que é feito em conjunto com a mãe Salete Ribeiro, e, de quebra, montou o seu estúdio para o programa que grava na TV Tribuna.

Com a mãe, parceira, apoiadora e, de quebra, companheira de trabalho. Foi com ela que Anna Corinna herdou o amor pelos doces e a simpatia. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Com a mãe,:parceira, apoiadora e, de quebra, companheira de trabalho. Foi com ela que Anna Corinna herdou o amor pelos doces e a simpatia. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Começo – Há 18 anos, a mãe de Ana Corinna recebeu uma ligação da filha dizendo que abandonaria o curso de fonoaudiologia. “As pernas tremeram. Insisti para que ela continuasse. Faltava pouco”, contou a simpática Salete Ribeiro, mãe da doceira. Apesar do susto, ela deu o pontapé inicial no negócio da filha. O dinheiro que investiria em um consultório foi imediatamente remanejado para a fábrica de doces. E até hoje a mãe apoia e está ao lado da doceira famosa, tanto é que está de segunda a sexta ajudando a filha no atendimento às noivinhas.

Detalhe de um dos cantinhos de Anna Corinna onde ela deixa e recebe recados e desenha seus doces. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Detalhe de um dos cantinhos de Anna Corinna onde ela deixa e recebe recados e desenha seus doces. Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Mas na verdade, o destino de Anna Corinna estava traçado desde a sua infância. Da Dona Salete, herdou além da simpatia e carisma, o gosto pelos doces. “Minha mãe tinha uma loja de doces em Caruaru e eu vivia por lá, na cozinha”, recorda Anna. A brincadeira virou coisa séria quando deixou a faculdade de fono, foi estudar gastronomia e se dedicou ao mundo dos casamentos. Daí em diante, não parou mais. E nem vai parar. A doceira já pretende inaugurar, no próximo ano, uma nova casa na Zona Norte. E, com o carinho e cuidado com que toca o seu negócio, ainda vai sim muito longe.

Serviço:

Endereço: Rua João Dias Martins, n. 76. Na Rua da Igreja Nova de Boa Viagem
Funcionamento: Terça a quinta e domingo: 15h às 21h
Sexta e sábado: 15h às 22h.

Author: Tatiana Sotero

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