Dr. Saúde: refrigerante, óleos e grãos refinados são os maiores crimes da alimentação moderna

Crédito: Divulgação

Eduardo Magalhães, o Dr. Saúde.
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Formado em medicina na Universidade de Pernambuco (UPE) e com especializações nas áreas de Longevidade Saudável, Modulação Hormonal e medicina Ayurveda, o médico Eduardo Magalhães, também conhecido como Dr. Saúde, é um nome de referência na área de saúde e qualidade de vida. O apelido surgiu como uma brincadeira que a esposa Bárbara fazia em casa. “Quem me chamava de Dr. Saúde era a minha esposa. Na verdade, surgiu como uma brincadeira justamente porque meu foco na medicina é a prevenção e a saúde”, explica. Hoje, o Dr. Saúde promoveu um bate-papo para 400 convidados no Cineama Imax do Shopping Recife. O tema foi “Saúde e Longevidade – Projeto 120 anos”. Antes da palestra, ele conversou com o Blog João Alberto sobre como viver mais e melhor. Confira o bate-papo:

– Você tem um perfil no Instagram com quase 40 mil seguidores. Como surgiu a ideia de fazer esse perfil? O que você acha que atrai tantos seguidores?

“Acho que as pessoas estão muito interessadas no tema da saúde. Querendo saber o que fazer no dia-a-dia, na prática, para melhorar qualidade de vida e ter mais saúde. Então eu acho que dou dicas práticas mesmo e isso atrai seguidores. Se a pessoa ler o meu Instagram todo e colocar em prática, a vida dela vai, sem dúvidas, melhorar. E o perfil surgiu exatamente dessa ideia, de tentar fazer essas informações chegarem para mais gente. É de graça e qualquer pessoa tem acesso, então pode alcançar mais gente.”

Foto ilustrativa - Crédito: Inês Campelo/DP/D.A Press

Foto ilustrativa – Crédito: Inês Campelo/DP/D.A Press

– Quais os hábitos mais comuns e errados que as pessoas têm no que diz respeito à qualidade de vida?

A qualidade de vida tem a ver com o que eu considero o básico, que é má qualidade de sono, pouca ingestão de água, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse excessivo. Sem dúvida nenhuma, quem tem esses pontos bem equilibrados tem muito menos chance de adoecer.

– Quais os principais “crimes” da alimentação moderna?

Eu diria que são dois: o consumo negligente de refrigerantes, onde a pessoa não tem real noção do que isso realmente causa à saúde, e o consumo de óleos e grãos refinados. Uma barra de cereal, por exemplo, é assumida como um lanche dos mais saudáveis, mas na verdade não é, porque contém cereal refinado.

– As dietas sem glutén são a mais nova moda. Uma dieta desse tipo, mesmo para quem não tem intolerância, é uma alternativa mais saudável?

Existe uma diferença entre a doença celíaca, que é realmente sério e o consumo deve ser quase nenhum, e a intolerância ao glúten. Oitenta e cinco por cento da população brasileira têm o que se chama de sensibilidade ao glúten. Então, a maioria das pessoas, quando ingere glúten, tem, no organismo, um processo inflamatório e isso vai gerar um processo autoimune e alérgico. Segundo pesquisas, o glúten está por trás de muitas doenças, desde depressão até problemas de tireoide. Portanto, independente da pessoa ser celíaca, a proteína do glúten não é facilmente digerida no corpo. Então é bom procurar evitar, mas sem neuroses.

Crédito; sxc.hu/Divulgação

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– Buscar a magreza é o mesmo que buscar uma maneira de ser saudável?

Sempre costumo dizer aos meus pacientes que não se deve emagrecer para ficar saudável e, sim, ficar saudável para emagrecer. A magreza, na maioria das vezes, é o reflexo de um organismo equilibrado. Então o foco é sempre saúde em primeiro lugar.

– Qual é a dica de ouro para uma vida saudável?

Melhore seus hábitos! Aquilo que fazemos no dia a dia faz toda a diferença. Você pode, claro, fazer uma farra no fim de semana, comer o que você gosta. Não tem problema nenhum, mas no dia a dia é imprescindível hábitos adequados ao seu organismo. É muito importante se conhecer e conhecer o próprio corpo para saber ajustar seus hábitos.

– Sua palestra, hoje, teve como tema o “Projeto 120 anos”. Hoje em dia, isso já é possível?

No âmbito da ciência, já se conversa muito sobre isso e a tecnologia, em vários aspectos, já consegue fazer uma previsão de que, em 2030, poderemos chegar aos 120 anos. Ainda sobre isso, mas muito no futuro, se fala até em deixar o corpo viver eternamente. Isso, claro, com reparos celulares e reposições a níveis moleculares. Isso é uma coisa que a ciência pode proporcionar, mas se você não fizer o que depende de você, que tem a ver com os seus hábitos, não adianta muito. Não é milagre. A tecnologia ajuda, mas a parte mais importante é o que depende de nós e dos nossos hábitos.

Author: Beatriz Pires

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