Problema na priovatização da TAP

Avião da TAP/Divulgação

Avião da TAP/Divulgação

 

O ministro do Planejamento e Infraestruturas do governo português, Pedro Marques, esteve reunido, como os atuais controladores da TAP, o consórcio Atlantic Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa.

O governo do primeiro-ministro António Costa pretende reverter o processo de venda concretizado pelo anterior Executivo liderado por Passos Coelho que vendeu 61% do capital da transportadora aérea ao consórcio. Apesar da oposição manifestada pelos partidos de esquerda, agora no governo socialista e com maioria na Assembleia da República, Passos Coelho concretizou, no dia 12 de novembro, o processo de venda. A Atlantic Gateway ofereceu 10 milhões de euros pelas ações da TAP e assegurou colocar 338 milhões de euros, dos quais 150 milhões de euros logo após a assinatura do contrato de compra.

O governo de António Costa reafirmou nos últimos dias pretender retomar o controlo acionista da TAP, com 51% do capital, mas David Neeleman, dono da brasileira Azul, e Humberto Pedrosa, do grupo português de transportes rodoviários Barraqueiro, têm afirmado que não abrem mão das cláusulas contratuais, entre elas 61% da transportadora.

No final da reunião realizada hoje, Neeleman e Pedrosa disseram estar indisponíveis para serem sócios minoritários, com 49% do capital. “Já pagámos muita dívida, tomámos decisões nas últimas duas semanas, mais do que em todos os anos antes”, afirmou David Neeleman.

A semana passada, o ministro Pedro Marques disse que o governo pretende recuperar a maioria do capital da transportadora. “Mantemo-nos firmes e determinados em recuperar a maioria do capital para o Estado”, declarou.David Neeleman, que tem liderado as conversações, disse aos jornalistas que durante a reunião com o ministro do Planeamento foi exposta a situação da empresa e o que o consórcio está a fazer. “A TAP tem uma situação difícil no Brasil e em Angola. É uma empresa que deve muito dinheiro. A TAP tem de ser salva. Estamos dia-a-dia a lutar por isso”, disse Neeleman, citado pelo Jornal Negócios.

 

Author: João Alberto

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