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Duda Beat é capa da Glamour deste mês e detalha novos projetos

A recifense Duda Beat, de 31 anos, é a estrela da capa da Glamour de setembro. Na publicação ela fala do sucesso estrondoso um ano e meio após lançar Sinto Muito, seu álbum de estreia. Duda ultrapassou o selo de cantora indie e conquistou uma legião de fãs título de “Rainha da Sofrência do Pop”. “Brinco que eu sou ‘meiostream’, nem lá, nem cá. Posso cantar os sons que acredito, mas ainda tem muitos lugares onde quero chegar”, diz.

A queridinha dos festivais, Duda Beat, marcou presença no Lollapalooza, MECA, Coala, Bananada e tem sua próxima parada agendada na primeira edição do Wehoo, no Recife. Evento será no dia 12 de outubro, na Arena Wehoo. Além dela, estão na programação do Wehoo Jorge Ben, Natiruts, BaianaSystem e Mundo Livre S/A.

Na publicação, a artista conta que está preparando o segundo álbum, previsto para junho de 2020 e que tem lista extensa de projetos que inclui duas músicas na novela Bom Sucesso e uma  em Amor de Mãe, parcerias com Gaby Amarantos, Tiago Iorc, Àttooxxá e Rashid e um EP acústico de Sinto Muito só com vozes masculinas. Tá bom ou quer mais?

Confira trechos da entrevista:

O que te faz sofrer hoje?
Olha, eu vivo à flor da pele. Só que antes era mais egoísta. Estava sempre focada nos meus problemas, sempre sofrendo por alguém. Hoje, sofro pela dor do outro e por nós como coletivo.

Também por isso escolheu cursar ciência política? [Duda se formou bacharel em 2018 pela Unirio]
 Também. Todas as nossas relações são políticas. É importante a gente olhar o mundo e ver como a história se repete. Nós desaprendemos a conversar. Nessa onda de “política do cancelamento”, ninguém se ouve.

Suas músicas falam de suas dores. Como é ver o próprio sofrimento cantado por outras bocas, narrando outras histórias?
Vivemos em um momento em que ninguém é triste nas redes sociais e criou-se a ilusão de que a vida dos outros é perfeita. Acho que quando um artista coloca para fora uma verdade de sofrimento, as pessoas se identificam. É muito forte e único. A maioria chora ao ouvir minhas canções e não sei se fico feliz com a repercussão ou triste pelas histórias que acabo sabendo.

Pressão estética nunca foi uma questão?
Já foi, claro. Sou de uma geração que cobrava pela magreza. Mas não é mais. Hoje, posto fotos exibindo minhas gordurinhas e malho unicamente para ter fôlego no palco. Quero meu corpo forte e não menor.

Author: Marina Simões

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