Matheus Ribeiro processa Luiz Gama por comentários homofóbicos

Matheus Ribeiro – Créditos: Divulgação
O jornalista de 26 anos, primeiro assumidamente homossexual a apresentar o Jornal Nacional, recebeu comentários homofóbicos feitos pelo radialista Luiz Gama no Twitter. “Putz! Onde o Brasil vai parar? Queimar a rosca agora é moda. Um apresentador de telejornal de qualidade média virou a bola da vez no jornalismo nacional só porque revelou que sua rosquinha está à disposição. A qualidade profissional que se f…”, escreveu Gama. Em outro post o radialista fez também comentários e insinuações racistas. “Jair Bolsonaro está corretíssimo ao acabar com o registro na DRT e por acabar com a exigência de diploma para jornalistas. Afinal, tem uma fraquíssima em rede nacional só por causa da cor de pele e outro comunzão fazendo fama só porque avisou que queima a rosca”, continuou.
Procurada pela reportagem, a advogada de Ribeiro, Maria Thereza Alencastro, afirmou que serão tomadas medidas nas áreas cível e criminais. Além disso, será pedida indenização por danos morais e crime de racismo – no qual a homofobia foi incluída pelo STF (Superior Tribunal Federal). “Matheus, que tem visibilidade, por seus próprios méritos –diga-se de passagem, tem esta obrigação. Não para se proteger, já que a ele estes comentários não prejudicam, mas para proteger todos que não têm voz como ele. Estas pessoas, as homofóbicas, precisam de resposta à altura”, diz Alencastro.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás divulgou nota na qual contraria Gama e reforça a importância da manutenção do registro profissional, salientando que “um dos detratores é pessoa que se diz apenas jornalista” e que não tem formação na área e ética para exercer a profissão. A nota, ainda, repudia a atitude, afirmando que difamadores “merecem voltar para a escória da sociedade”.
